O motorista suspeito de provocar o acidente de trânsito que matou Rita de Cássia Gonçalves, de 62 anos, no sábado (22), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, pagou fiança de R$ 5 mil e deixou a prisão. Valdecir Vilarino dos Santos, de 58 anos, é suspeito de ter causado o acidente enquanto dirigia sob efeito de álcool.
Rita de Cássia Gonçalves estava com o filho e a nora dentro de um carro quando houve o acidente no Contorno Norte (PR-418). A batida envolveu um Mitsubishi Lancer, que seguia com a família, e uma Fiat Toro conduzida por Valdecir.

Segundo a Polícia Militar (PM), o condutor da Toro invadiu a contramão e atingiu o Lancer frontalmente. No Lancer estavam o filho de Rita, que conduzia o carro, sua esposa e outros familiares. A passageira, Rita de Cássia, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O filho e a nora foram socorridos em estado grave.
Preso em flagrante no domingo (23), ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, e os policiais militares apontaram em termo que ele apresentava sinais de embriaguez. No dia seguinte, após o pagamento da fiança, ele foi liberado.

Valdecir Vilarino responde pelos crimes de lesão corporal culposa na direção de veículo automotor e homicídio culposo na direção de veículo automotor. Ele teve a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa. Agora em liberdade provisória, o suspeito deverá:
- comparecer a todos os atos do processo;
- se apresentar em Juízo a cada três meses, até o dia 10 de cada mês;
- proibido de se ausentar da cidade onde mora por mais de oito dias sem autorização judicial;
- permanecer em casa das 22h às 06h e nos dias de folga.
Em um comunicado, a defesa do motorista que teria provocado o acidente lamentou a morte de Rita de Cássia e argumentou que o “infortuno acidente” acometeu os dois condutores envolvidos. “Nós externamos nossos sentimentos, nos colocamos à disposição dos familiares da senhora Rita para toda e qualquer situação que se faça necessário nesse momento de tristeza e luto”, disse o advogado Marcio Lourenço.
“Ao longo do processo, vamos demonstrar que o trecho onde aconteceu esse acidente é um trecho de concessão e a concessionária está realizando obras ali. Era por volta de 20h30 ou 21h. O local tinha pouca iluminação e mal sinalizado também”, afirmou Marcio Lourenço.