A morte da jovem Izabelle Tremarin, de 20 anos, causou grande comoção. A estudante de Farmácia não resistiu aos ferimentos após um grave acidente de carro e teve morte cerebral confirmada no Hospital Cajuru, em Curitiba, onde estava internada em estado gravíssimo havia cinco dias. A família autorizou a doação dos órgãos. O acidente está sendo investigado pela Polícia Civil.

Nas redes sociais, a dor da mãe comoveu os amigos: “Oh meu amor, sua mãe precisa de mais 1000 corações para suportar tamanha dor e sofrimento”, escreveu ela.
De acordo com informações do dia do acidente, Izabelle estava no banco traseiro de um Jeep Renegade, conduzido por um colega que, segundo familiares, havia ingerido bebida alcoólica antes de assumir o volante.
O carro seguia em alta velocidade pela Rua XV de Novembro, no bairro Alto da XV, e fazia zigue-zague pela via, segundo testemunhas. O veículo bateu em outro automóvel e depois contra um poste, que se partiu com o impacto.
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Socorrida em estado grave
Com a força da colisão, Izabelle foi arremessada para fora do carro e sofreu traumatismo craniano grave. Socorrida pelo SAMU, ela passou por uma cirurgia de emergência para conter uma hemorragia cerebral. Segundo os familiares, os médicos precisaram abrir parte do crânio para aliviar a pressão causada pelo inchaço. Apesar do esforço, a jovem não resistiu.
Durante os dias de internação, amigos e familiares se mobilizaram em correntes de oração, na esperança de um milagre. Mesmo em meio à dor, a família tomou uma decisão nobre: doou os órgãos da jovem, que poderão salvar até sete vidas.

Doação de órgãos
Izabelle cursava Farmácia na Universidade Positivo. Ela fazia estágio em uma empresa de cosméticos e havia começado uma iniciação científica.
A jovem, que morava com os pais e dois irmãos em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), era descrita como uma jovem alegre, estudiosa e muito querida. Após todo o protocolo da morte cerebral, a família autorizou a doação dos órgãos de Izabelle.
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Investigação
A família afirma que vai buscar Justiça. A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), investiga o acidente e aguarda o resultado dos exames e outras diligências para definir as próximas medidas.