Um ciclista, identificado como Luciano Soares Raimundo, de 40 anos, morreu ao ser atropelado por um caminhão-caçamba, na tarde deste domingo (23), em Cascavel, no oeste do Paraná. O caminhoneiro disse que tentou frear, mas não conseguiu evitar o acidente.
Luciano seguia de bicicleta pela rua Elio Willy Fauth, no bairro 14 de Novembro, quando foi atingido de frente pelo veículo de grande porte. O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado para socorrê-lo, mas ele não resistiu. As informações são do portal CGN, parceiro da Banda B.

O William Risardi, do Corpo de Bombeiros, afirmou que o ciclista pode ter morrido devido a uma grave lesão na cabeça. Raimundo não usava capacete de proteção.
Família se revolta
A família da vítima se manifestou emocionada e revoltada sobre o acidente. A prima da vítima, Adriana Raimundo, fez duras críticas ao motorista envolvido e à empresa responsável pelos caminhões que trafegam pela região. Adriana relatou que o primo utilizava diariamente a via para ir ao trabalho e que moradores já alertavam para a velocidade com que caminhões de empresa costumam circular.
“Todo dia, quando ele vai trabalhar, ele vem pelo canto da rua com a bicicleta. E tem alguns dias que eu estava passando aqui na casa da minha prima… os vizinhos já vêm reclamando que esses caminhões dessa empresa estão passando muito correndo”, afirmou.

Em tom de indignação, Adriana acusou o motorista de tentar se eximir de responsabilidade. “Ele não conhece o meu primo e já andou falando isso. Ele que abra a boca para falar a verdade, não mentira. Ele está errado. É um homicídio que ele fez. Ele é um assassino. Nós queremos os nossos direitos”, declarou.
Luciano Soares Raimundo era separado e deixa uma filha de apenas 7 anos.
‘Eu não tive culpa’
O motorista envolvido no acidente, que preferiu não se identificar, afirmou que tentou evitar a batida e que não teve responsabilidade no ocorrido. “A gente passa aqui um monte de vezes na semana, centenas de caminhões. A gente sempre se cuida”, disse.
Ele relatou que estava encerrando o expediente no momento da colisão. “Eu estava fazendo a última viagem do dia, indo guardar o caminhão para ir para casa. Eu entendo a revolta da família, com certeza, só que tem gravação, tem testemunha. Fiz o teste de alcoolismo, deu zero. Fiz meu depoimento, não neguei socorro, fiz tudo o que eu podia”, acrescentou.
Segundo o caminhoneiro, o ciclista descia a via em alta velocidade e teria puxado a bicicleta para o mesmo lado em que ele tentou desviar. “Dá para ver pelo caminhão. Eu puxei para a contramão, e ele puxou na mesma direção. Não deu tempo de fazer mais nada”, afirmou.
Ele ainda mencionou que tentou frear ao perceber que o ciclista se deslocava para a mesma lateral do veículo. “Tem uma pequena marca de freada. Quando vi que ele puxou para um lado do caminhão, tentei segurar e parar. Só que, mesmo assim, eu parando, ele veio e bateu contra o caminhão.”