Uma batida entre dois carros registrada na Avenida Comendador Franco, no bairro Uberaba, em Curitiba terminou em confusão e acusações de racha entre os envolvidos e testemunhas. O acidente, que aconteceu na noite desta quinta-feira (21), gerou versões divergentes sobre o que teria provocado a colisão.

Enquanto o pai do jovem que dirigia um Audi negou qualquer disputa de velocidade, uma das vítimas, que conduzia um Volkswagen Nivus, afirmou ter visto o carro se aproximando em alta velocidade, em cerca de 130 km/h.
O pai do motorista afirmou que o filho seguia com a namorada para uma lanchonete quando aconteceu a colisão. Segundo ele, o acidente foi uma fatalidade no trânsito e não houve participação em racha.
“Os meninos estavam indo na lanchonete, que eles sempre vão. Algumas pessoas falaram que estavam fazendo racha, mas isso não aconteceu. Meu filho estava indo fazer um lanche. Foi um acidente de trânsito”
relatou ao repórter Marcelo Borges, da Ric RECORD.
O homem contou que não presenciou a batida e recebeu a notícia por telefone enquanto estava em casa. Ele também ressaltou que o filho não sofreu ferimentos.
Batida entre carros após suposto racha em Curitiba
A motorista do Nivus, carro atingido pelo Audi, apresentou outra versão sobre o acidente. Ela contou que havia acabado de sair de um mercado acompanhada da filha e de uma amiga quando percebeu um veículo se aproximando rapidamente pela traseira.

“Vi o carro a 130 km/h na minha traseira. Eu estava a uns 40 km/h porque tinha acabado de sair do mercado. Quando eu tirei um pouco, ele veio atrás de mim de novo, muito rápido. Depois encostou no carro e fez a gente rodar umas três vezes”
disse.
A motorista disse ainda que testemunhas comentaram sobre a possibilidade de racha envolvendo outros carros. “Uma grávida que estava em outro veículo conseguiu frear e sair da frente dele. Depois ele bateu no meu carro. Outras pessoas falaram que tinha uma Saveiro e mais carros correndo”.
Confusão e bate-boca
Além da colisão, o local registrou um princípio de tumulto logo após a batida. Segundo o pai do jovem, uma pessoa que não teria ligação com os envolvidos atravessou a avenida e começou a reclamar dos carros parados na pista e do impacto no trânsito, o que aumentou a tensão no local.
“Todo mundo estava nervoso por causa do acidente e esse rapaz chegou reclamando para tirar os carros da rua. Isso acabou tumultuando a situação”, relatou.
Segundo o repórter Marcelo Borges, o trânsito na Avenida Comendador Franco ficou bloqueado por cerca de uma hora e o fluxo voltou em uma das faixas com a chegada da Polícia Militar.
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