Uma ambulância que transportava pacientes de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, para hemodiálise ficou presa por horas no congestionamento causado pelo acidente entre caminhões na madrugada desta quarta-feira (15), na BR-277, em Morretes, no litoral do Paraná.
O veículo seguia em direção a Paranaguá e estava parado na altura do km 39. Segundo o motorista, a ambulância entrou na fila por volta das 4h45 e, até às 7h, ainda não havia conseguido avançar. “Tá tudo parado. Não tem pra onde ir. O acostamento está fechado também. Dia sim, dia não a gente traz pacientes”, relatou ao repórter da Ric RECORD Kainan Lucas.
De acordo com ele, houve uma tentativa de seguir pelo acostamento após contato com a concessionária EPR Litoral Pioneiro, mas um viaduto à frente afunilou a pista e impediu a passagem.
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que veículos de emergência, em situação de urgência, podem utilizar sinais luminosos e sonoros e avançar pelo acostamento. No entanto, ressaltou que, em alguns casos, não há possibilidade de passagem quando a via está totalmente obstruída.
Já a EPR Litoral Pioneiro informou, por volta das 8h, que o trecho onde a ambulância estava retida havia sido liberado, permitindo a continuidade do deslocamento.
Motorista morre em acidente com dois caminhões na BR-277
O congestionamento foi provocado por uma colisão traseira entre dois caminhões, que matou um motorista. A carreta envolvida no acidente tombou sobre a pista e bloqueou o tráfego no sentido litoral.
Às 8h32, a concessionária informou que o fluxo de veículos segue em mão dupla pela pista sentido Curitiba entre os quilômetros 39 e 32 da BR-277. A pista sentido litoral, porém, permanece interditada para limpeza do trecho.
No momento, há fila de 7 quilômetros no sentido litoral. Também foi registrada lentidão de 4 quilômetros na praça de pedágio de São José dos Pinhais.
“Ele desceu desesperado. Faltou freio e ele pediu pra turma sair da frente. Quando vimos, tombou aqui embaixo. É desesperador. Não tivemos o que fazer”, disse um caminhoneiro que presenciou o acidente.
“Estamos parados [no congestionamento] desde as 3h da manhã. Fazer o quê? Pena que teve o óbito do colega. Esse trecho é complicado. Todos nós estamos sujeitos a isso. Quase presenciei”, disse outro.
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