Uma movimentação intensa de viaturas, ambulâncias e equipes de resgate chamou atenção de moradores e motoristas na tarde deste sábado (16), levando muita gente a acreditar em um acidente no Cristo Rei, em Curitiba. No entanto, a ocorrência fazia parte de um grande simulado de acidente ferroviário, organizado para treinar a atuação conjunta dos órgãos de segurança.

A ação simulou uma colisão entre uma composição ferroviária, um veículo de passeio, um ônibus e um caminhão em uma passagem de nível. Segundo a concessionária responsável pela operação ferroviária, Rumo, o treinamento também incluiu um cenário de vazamento de combustível e princípio de incêndio, aumentando o grau de complexidade do atendimento.
Simulação de acidente no Cristo Rei, em Curitiba
No exercício, cerca de 39 vítimas fictícias foram atendidas pelas equipes de emergência e encaminhadas, de forma simulada, aos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat. O treinamento contou ainda com apoio de voluntários, que interpretaram vítimas feridas e fatais para tornar a simulação mais próxima da realidade.
Entre os cenários reproduzidos estavam pessoas presas às ferragens, múltiplos feridos e até mortes simuladas, com participação da Polícia Científica.

De acordo com o técnico em segurança do trabalho da Rumo, Everton dos Santos José, a proposta foi reforçar a conscientização sobre os riscos em passagens ferroviárias e preparar os profissionais para situações reais.
“O objetivo é conscientizar a comunidade sobre o respeito na passagem de nível, além de garantir que todos os órgãos saibam como agir de forma integrada caso uma situação como essa aconteça”, explicou em entrevista ao repórter Djalma Malaquias, da Banda B.
Treinamento ajuda no atendimento real
O Corpo de Bombeiros destacou que exercícios como esse são fundamentais para alinhar procedimentos e melhorar a coordenação entre os diferentes órgãos envolvidos.
Segundo o tenente Eduardo Silva, além do treinamento fazer parte da rotina das equipes, o simulado permite definir funções e competências dentro de uma operação conjunta.
“É importante para que, em uma situação real, as ações aconteçam de forma coordenada e cada equipe saiba exatamente como atuar”.
A simulação mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, SAMU, Defesa Civil, BPTran, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Prefeitura de Curitiba, além dos hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat.
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