Por João Pedro Alves
Os dois times precisavam da vitória para ganhar uma tranquilidade no Brasileirão, mas apenas o Atlético deixou o gramado do estádio Willie Davids, em Maringá, com motivos para comemorar na tarde deste domingo (25). O Atletiba no norte do estado foi rubro-negro. Após cinco jogos sem vencer, o Furacão foi superior que o Coritiba e conquistou os três pontos com um placar de 2 a 0 construído já no segundo tempo com gols de Marcos Guilherme e Luccas Claro (contra).
Com o resultado, o Atlético chegou aos nove pontos e deu uma reagida na tabela, colando na metade de cima da classificação. Por outro lado, o Coxa segue sem vencer na Série A após sete rodadas, continua dentro da zona de rebaixamento e a crise no Alto da Glória se agravou.
A dupla Atletiba volta a campo agora na quarta-feira (28), pela 8ª e penúltima rodada do Brasileiro antes da Copa do Mundo. Primeiro, às 19h30, o Coritiba vai ao estádio Heriberto Hülse para enfrentar o Criciúma. Mais tarde, às 22h, o Atlético recebe o São Paulo no estádio João Havelange, o “Parque do Sabiá”, em Uberlândia-MG.
Em clássico fraco, arbitragem anula gol legal do Atlético
Vencer um clássico é sempre bom, mas no caso do Atletiba disputado no estádio Willie Davids era mais que isso: era essencial. Isso porque nenhum dos times havia embalado ainda nas primeiras rodadas do Brasileirão. O Atlético até venceu na estreia, mas desde então ficou apenas no “quase” e se aproximava da parte de baixo da tabela. Enquanto isso, já dentro da zona de rebaixamento, o Coritiba tinha como retrospecto apenas empates e derrotas no início da Série A.
Diante de um público pequeno, longe das multidões que já atraiu em outros tempos, o clássico começou com muitos erros das equipes. Havia uma ligeira vantagem do Coxa por ter mais posse de bola e se postar mais à frente. Mas faltava utilizar as laterais com mais intensidade, como prevê o 3-5-2 imposto por Celso Roth, para realmente chegar com força ao ataque. O Furacão, por sua vez, estava mais contido mesmo com uma formação ofensiva no papel.
Isso fez com que o Atletiba fosse marcado pelo jogo truncado no meio-campo e sem grandes lances agudos. Era um duelo fraco tecnicamente e que não agradava o público presente. Tanto que as primeiras emoções só foram surgir após os 25 minutos, quando Roni chutou forte de meia distância e Weverton espalmou para fora. Na resposta rubro-negra, Otávio fez jogada individual e chutou de fora da área para uma defesa tranquila de Vanderlei.
Poderia ser um marco, o início da criação de jogadas mais consistentes ou lances de gol. Não foi. A única mudança a partir de então foi um crescimento do Atlético, que passou a aparecer com mais frequência lá na frente aproveitando o espaço dado por Victor Ferraz na direita – setor bem explorado por Natanael.
E foi justamente o camisa 6 atleticano aquele que ficou mais próximo de abrir o placar em Maringá já no fim da etapa, aos 43 minutos. Natanael até chegou a balançar as redes após receber a bola na entrada da área e finalizar rasteiro, mas o auxiliar enxergou um impedimento inexistente e anulou o gol legal do Atlético. Ou seja, tudo seguiu zerado na ida para os vestiários.
Furacão volta melhor, marca duas vezes e agrava crise do rival
Como se fosse uma repetição do que já havia acontecido, o segundo tempo do Atletiba começou truncado e sem a inspiração que se esperava dos atletas. A diferença em relação à primeira etapa era que, desta vez, o Atlético buscava mais o jogo. Até por isso, foram os rubro-negros que criaram a primeira chance mais uma vez com Natanael: o lateral cobrou uma falta venenosa e obrigou Vanderlei a fazer difícil defesa. Foi um aperitivo do que faria depois.
Apesar do Coritiba se propor a jogar com os alas atacando, foi o Furacão que teve sucesso utilizando essa tática principalmente pelo lado direito. Foi por ali, após algumas tentativas, que o placar foi inaugurado aos 10 minutos. Livre para avançar por aquele setor, Sueliton cruzou baixo para a área e encontrou Marcos Guilherme, que bateu de primeira no canto para abrir a contagem do Atletiba.
A felicidade rubro-negra era grande e não demoraria a aumentar: a vantagem seria ampliada apenas três minutos depois. Assim como já havia levado perigo antes, Natanael acertou o pé em mais uma cobrança de falta e carimbou o travessão de Vanderlei. No rebote, o zagueiro Luccas Claro tentou afastar a bola e acabou a desviando para dentro da própria meta para fazer 2 a 0 para o rival.
Em apenas três minutos o Atlético resolveu sua situação na partida e colocou pressão no adversário. E que pressão. A sétima partida sem vitória no Brasileirão ia se encaminhando e pelo que estava apresentando era difícil o Coritiba reverter o placar. O técnico Celso Roth até fez mudanças, colocou Geraldo, Jajá e Keirrison em campo para tentar ajudar, mas a desorganização e a falta de ânimo da equipe foram empecilhos para que qualquer melhora fosse sentida.
Ao invés de passar a atuar no abafa e atacando para tentar mexer no placar, a falta de forças e qualidade fez o Coxa assistir o Atlético jogar. O domínio rubro-negro era grande e os atletas trocavam passes valorizando a posse de bola. E mesmo quando os coxas-brancas apareciam no campo ofensivo, as portas estavam fechadas e o ataque rival não passava da intermediária.
Assim o clássico Atletiba de número 323 se encerrou, com o reencontro do Atlético com a vitória com um placar de 2 a 0 no estádio Willie Davids. Tranquilidade de um lado, mas pressão do outro: o Coritiba chegou à sétima rodada sem saber o que é vencer e segue dentro da zona de rebaixamento do Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO 2 X 0 CORITIBA
Local: Estádio Willie Davids, em Maringá (PR).
Data: 25 de maio de 2014, domingo.
Horário: 16h.
Atlético: Weverton; Sueliton, Cleberson, Léo Pereira e Natanael; Deivid, Otávio, Bady (João Paulo) e Marcos Guilherme; Douglas Coutinho e Ederson (Nathan).
Técnico: Leandro Ávila.
Coritiba: Vanderlei; Luccas Claro, Leandro Almeida (Geraldo) e Welinton; Victor Ferraz, Chico, Baraka, Alex (Jajá) e Carlinhos; Roni e Julio César (Keirrison).
Técnico: Celso Roth.
Público pagante: 1.063 pessoas.
Público total: 1.840 pessoas.
Renda: R$ 39.202,00.
Cartões amarelos: Cleberson, Otávio e Weverton (CAP). Julio César, Welinton, Keirrison, Geraldo e Carlinhos (CFC).
Gols: Marcos Guilherme (CAP), aos 10 minutos; Luccas Claro (CFC), contra, aos 13 minutos do segundo tempo.
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