Um dos vizinhos envolvidos na confusão que terminou com um esfaqueado e outro baleado, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), deu a sua versão para o que aconteceu no fim da madrugada do último domingo (8). Segundo Gabriel Arthur, o outro lado omitiu informações importantes sobre o que levou as partes a brigarem.

Na imagem, tijolos que teriam sido jogados por vizinhos (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Um dos participantes da festa esfaqueou o vizinho, enquanto o pai do esfaqueado atirou na perna dele. A vítima esfaqueada permanece internada, em estado grave, no Hospital do Trabalhador. De acordo com Arthur Gabriel, nada justifica o esfaqueamento, mas ele garante que teve a casa invadida.

“É a terceira vez que ele faz isso. Pulou na minha laje e começou a jogar um monte de coisa e quebrar tudo, tacando pedras nos convidados. Nisso, dois ‘piás’ foram para fora e eles se encontraram na esquina, onde aconteceu o esfaqueamento e o tiro. Não estou defendendo quem deu a facada, mas a versão não foi bonitinha assim. Não pediram para baixar o som e reagiram do nada, não foi assim”, disse Gabriel, que enviou à Banda B fotos que seriam da destruição por parte dos vizinhos.

Gabriel Arthur fez questão de destacar que não houve reclamação por parte do vizinho antes da invasão. “Não teve nenhuma reclamação. É a terceira vez que eles saem jogando pedra na gente. Eu não tenho nada com o que aconteceu do lado de fora, mas aqui dentro eu posso contar o que houve”, concluiu.

Outro lado

O advogado Jefrey Chiquini, que representa o pai do jovem esfaqueado, garantiu que o cliente agiu em legítima defesa. “Meu cliente não foi preso e, se não tivesse agido, o filho teria sido morto. Foram 22 facadas. O rapaz pediu para que o som baixasse e acabou esfaqueado. Chamaram ele para a briga e aconteceu a confusão. Um deles segura o menino e o outro dá facadas. O pai desceu com um revólver legalizado e efetuou apenas dois disparos, com a finalidade de acabar com as agressões”, disse o advogado.