Redação com Agência Brasil

Enterro em Campinas – Foto: Gazeta Universal

As 12 vítimas da chacina que ocorreu durante a festa de Ano-Novo em Campinas, interior de São Paulo, estão sendo sepultadas nesta segunda-feira (2), no Cemitério da Saudade. O autor das mortes, que se matou ao final da chacina, Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, será enterrado na cidade de Jaguariúna, em local e horário não informados. As vítimas estão sendo sepultadas em duplas.

A mãe, Isamara Filier, 41, e o filho, João Victor Filier de Araújo, 8, velados juntos, serão os últimos. O clima entre amigos e familiares é de consternação.

Em cerimônia religiosa no começo da manhã, o padre Eduardo Meschiatti, 53, pediu paz, apesar da tristeza e da dor: “Propósito da paz é este: somos a paz e precisamos ser construtores da paz”, disse. “Não é tão simples, é dolorido. Mas precisamos cultivar a paz nas nossas relações.”

Sidnei invadiu uma casa, onde morava sua família, no Jardim Aurélia, com um canivete e uma pistola 9 milímetros. Ele usou a arma para matar a ex-mulher, Isamara Filier, de 41 anos, o filho, João Victor, de 8 anos, e outras dez pessoas (sendo oito mulheres e dois homens), durante as comemorações de réveillon. Após o ataque, Sidnei se matou.

De acordo com uma testemunha que estava na casa no momento do ataque, Sidnei pulou o muro, entrou na casa por volta da meia-noite e começou a disparar contra todos. Essa mesma testemunha, ao ouvir os primeiros disparos, pensou que eram fogos de artifício. Mas viu o tio cair no chão e percebeu o que ocorria.

Correu para o banheiro e ligou para a polícia e para unidades de resgate. O caso foi registrado no 4º Distrito Policial de Campinas como homicídio consumado e pensado, além de suicídio.