O vigilante do Hipermercado Condor, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, que atingiu um disparo de arma de fogo contra a fiscal de loja, Sandra Maria Aparecida Ribeiro, 45 anos, foi autuado por homicídio culposo – sem intenção de matar. Willian Soares, 20 anos, foi preso em flagrante após a confusão que culminou na morte da trabalhadora, na tarde desta segunda-feira (28) e segue na Delegacia de Araucária. O cliente também foi preso em flagrante e responderá por, pelo menos, quatro crimes.

 

Delegacia de Araucária. Foto: Banda B

 

O delegado responsável pelo inquérito Tiago Wladyka disse, em entrevista à Banda B, que o vigilante foi autuado por homicídio culposo – onde não há dolo, ou seja, sem intenção de matar, e também por disparo de arma de fogo. “Ele será autuado por homicídio culposo, por excesso de legítima defesa. Ainda vamos ouvir, temos as imagens, queremos documentos da empresa de segurança para chegar em um denominador no fim do inquérito”, disse ele.

A empresa onde o vigilante atua possui documento regular de funcionamento, entretanto, o delegado alertou sobre o uso de armas de fogo. “Vamos oficiar para saber se essa empresa tem autorização para manter seus funcionários armados, em princípio, está tudo certo, mas precisamos ouvir a Polícia Federal sobre a arma”, detalhou Wladyka.

Segundo o delegado, o entendimento jurídico é de que o vigilante exerceu legítima defesa. “Em uma análise sumária, entendemos que há uma legítima defesa, onde o indivíduo vai, pelas imagens, para cima do vigilante, que está armado. Depois vem o segundo fato, onde a vítima fatal é atingida”, acredita o delegado de Araucária.

Cliente

Ferido de raspão no braço, o cliente foi encaminhado ao hospital e logo depois à delegacia do município. O delegado enumerou as infrações e crimes que ele poderá responder durante a finalização do inquérito. “Ele será autuado por duas lesões corporais, contra o vigilante e a fiscal de loja, um dano qualificado, por ter destruído uma televisão, pela infração de normas do poder público e colocando em risco a saúde das pessoas. Houve injúria e perturbação do trabalho alheio, também”, disse ele.

Legalmente, as autuações ultrapassam quatro anos de reclusão e, desta forma, não haverá imposição de fiança por parte da delegacia. “Caso fique comprovada a ação direta desse cliente, ao enfrentar um segurança armado, ele ainda poderá responder por homicídio com dolo eventual”, finalizou o delegado de Araucária.

Caso

O cliente teria se recusado a colocar máscara para entrar no Hipermercado Condor, na tarde de ontem. Segundo testemunhas, um segurança foi chamado para conter o cliente e um disparo aconteceu, momento em que a funcionária foi atingida.

 

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