Um homem, de aproximadamente 50 anos, foi assassinado com sete tiros, na tarde deste domingo (5), na rua Doutor João Estavam dos Santos, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Segundo moradores, ele tinha acabado de pedir água em uma casa. Imagens de câmeras de segurança registraram o exato momento em que o crime aconteceu.

De acordo com o relato de testemunhas, o homem mostrava-se preocupado, tomou água, agradeceu e saiu correndo. Momentos depois, ao acessar outra rua, foi parado por dois ocupantes de um veículo Pálio de cor branca.

Nas imagens, é possível ver três pessoas conversando. De repente, o motorista do Pálio saca uma arma e atira contra a vítima, que cai no chão. O passageiro do carro, que possivelmente também seria baleado, corre pela rua e escapa do atirador. Horas depois, ele foi encontrado e detido pela Polícia Militar (PM). (assista abaixo)

 

 

Segundo o tenente Freiberger, do 13.º Batalhão da PM, o caso tem relação com uma dívida de drogas. “A princípio, o crime seria um acerto de contas envolvendo o tráfico de drogas. O homem assassinado tinha um cachimbo para uso de crack, e segundo informações, fazia parte do tráfico. O detido relatou que seria a segunda vítima dos disparos e por isso saiu correndo. Até chegaram a atirar, mas ele não foi atingido e conseguiu se esconder numa casa da vizinhança”, relata o tenente.

O carro usado no crime foi encontrado pela PM. O atirador não. Ele seria um traficante de drogas que atua na Vila Xapinhal, no bairro Sítio Cercado, que fica perto do local assassinato. Já a vítima fatal e o passageiro do veículo trabalhavam para o atirador. Recentemente, os dois cuidavam da “boca de fumo” e resolveram furtar dinheiro. E isto teria motivado o crime. Essas são as primeiras informações colhidas no local.

A testemunha, que escapou dos tiros, só não escapou da cadeia. Na casa do jovem, a polícia encontrou entorpecentes e ele foi preso por tráfico de drogas.

A Divisão de Homicídios foi ao local e passa a procurar o autor, identificado pela testemunha apenas como “Patrick”.