Imagens de câmera corporal revelam o momento em que uma policial de Chicago, nos Estados Unidos, foi baleada fatalmente por seu próprio parceiro durante uma operação. O caso, ocorrido em junho de 2025, ganhou novos desdobramentos após a liberação dos vídeos.

Câmera corporal de policiais. Elemento ilustra a câmera que foi usada para gravar o momento em que policial é baleada pelo próprio parceiro
Vídeo da câmera corporal de policial mostra o momento do tiro / Foto: reprodução/ AEN

A policial Krystal Rivera, de 36 anos, participava de uma perseguição ao lado do agente Carlos Baker em um prédio residencial no bairro de Chatham, por volta das 21h50 do dia 5 de junho. Durante a ação, Baker efetuou um disparo que atingiu Rivera, em circunstâncias classificadas pela polícia como um “acidente fatal”. As informações são do Daily Mail.

O que mostra o vídeo em que policial é baleada pelo parceiro?

As imagens mostram os dois agentes correndo atrás de um suspeito, que entra em um apartamento. Ao arrombar a porta, Baker se depara com outro homem armado. Em meio à reação, ele dispara e Rivera cai no chão atingida.

Após o disparo, Baker sobe as escadas e, momentos depois, tenta contato com a parceira, sem resposta. Ele solicita atendimento médico e pede ajuda a moradores para acionar o serviço de emergência. Rivera foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A autópsia apontou que o tiro atravessou os pulmões da policial e ficou alojado nas costelas.

Veja o vídeo divulgado pela Daily News:

Outra versão da história

A família da policial baleada pelo próprio parceiro contesta a versão de acidente e entrou com um processo por homicídio culposo contra Baker e o Departamento de Polícia de Chicago. Os parentes alegam que o agente não prestou socorro imediato e que havia um histórico problemático entre os dois, que teriam mantido um relacionamento pessoal.

O advogado da família afirma que as imagens divulgadas não representam a totalidade dos fatos e acusa as autoridades de manipulação. Ele pede uma investigação independente.

Por outro lado, representantes de entidades policiais defendem a conduta de Baker, argumentando que ele reagiu a uma situação de alto risco e que poderia ter sido alvo de um disparo fatal.

O histórico disciplinar do agente também veio à tona. Segundo registros, Baker já havia sido alvo de diversas queixas de má conduta antes do incidente.

Os suspeitos perseguidos no momento da ação foram identificados como Adrian Rucker e Jaylin Arnold. Eles respondem por acusações relacionadas a tráfico de drogas, mas não foram indiciados pela morte da policial.

Uma audiência sobre o caso está prevista para o início de junho, enquanto as investigações continuam.