O julgamento do crime que gerou a morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas durou três dias e Edison, Cristiana e Allana Brittes, os três principais réus, foram os primeiros a serem ouvidos. Em seus depoimentos, os acusados – agora condenados – contaram a versão de como tudo aconteceu desde a festa de 18 anos de Allana em uma casa noturna, até o momento em que Daniel começou a ser agredido, já na casa da família. A reportagem da Banda B teve acesso aos vídeos dos depoimentos. Veja os vídeos abaixo.

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Fotos: Reprodução.

Após três longos dias de julgamento, a família Brittes foi condenada pela morte do jogador Daniel. O conselho de sentença do Tribunal do Júri de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), reconheceu as repsonsabilidades que Edison, Cristiana e Allana tiveram com o crime.

A sentença de cada um dos sete réus foi lida por volta das 18h40, pelo juiz Thiago Flores Carvalho. O conselho de sentença condenou Edison Luiz Brittes Junior a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão pela morte do jogador. A filha de Edison, Allana Emilly Brittes, foi condenada a 6 anos, 6 meses e 6 dias de prisão, tendo determinada a prisão em plenário. 

Cristiana Rodrigues Brittes, esposa de Edison, recebeu a absolvição do crime de homicídio, mas foi condenada a 1 ano de prisão, em regime aberto, por fraude processual e coação no curso do processo. David Willian Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Evellyn Brisola Perusso foram absolvidos.

Edison Brittes

O depoimento de Edison Brittes foi o primeiro a ser colhido entre os réus, ainda na noite de segunda-feira (18). Ele contou como tudo aconteceu e chegou a dizer até que foi orientado a mentir anteriormente.

“Não imaginava que ele estaria no meu quarto, na minha cama, com a minha mulher. Quando cheguei na porta do quarto, a porta estava fechada e sei que a Cris não fechava a porta para dormir. Eu também não tinha trancado quando a deixei lá. Tentei abrir a porta, não abriu, dei a volta e fui na janela do quarto que eram só encostadas. Eu abri a janela, quando puxei a cortina, ele estava em cima dela, montado em cima dela. Ela embaixo e ele em cima dela. Eu já pulei a janela, passei a perna, fui em cima dele para tirar ele de cima dela. Ele estava de cueca, camiseta e com o pênis para fora esfregando nela. Quando eu vi o pênis dele pra fora eu fiquei louco, possesso, fiquei cego”

narrou Edison.

Veja o vídeo do depoimento de Edison Brittes:

Cristiana Brittes

Também na noite de segunda-feira, Cristiana Brittes, a esposa de Edison e mãe de Allana, foi a segunda a ser ouvida. A fala durou cerca de 1 hora e ela disse não saber como o Daniel chegou até a casa dela, pois ele não tinha sido convidado para ir até lá. Defendendo que sofreu um abuso, a esposa de Edison Brittes descreveu aos jurados a cena que viu ao acordar.

“Daniel em cima de mim, pegando nos meus seios, com o pênis pra fora da cueca. Eu fiquei assustada, comecei a me debater. Ele falou ‘calma calma, é o Daniel’, eu comecei a gritar e o Edison entrou pela janela, porque a porta estava trancada. Foi o pior dia, fui dormir e acordei em um pesadelo. O Daniel entrou lá não só pra destruir a vida dele, mas ele acabou com a minha vida”

relatou Cristiana.

Veja o vídeo do depoimento de Cristiana Brittes:

Allana Brittes

A filha de Edison e Cristiana, Allana Brittes, de 23 anos, foi a penúltima acusada de participação no crime a ser interrogada pelo Tribunal do Júri de São José dos Pinhais. O depoimento de Allana foi na terça-feira (19) e ela falou por cerca de 45 minutos.

Assim como os outros seis réus, Allana não respondeu a perguntas do Ministério Público do Paraná (MPPR), apenas aos questionamentos dos jurados e dos advogados de defesa.

De acordo com o depoimento, Allana foi avisada por Evellyn de que o jogador de futebol estaria indo até a casa da família. Foi Edison quem teria decidido receber os amigos dela.

“Eu estava no quarto com a Evellyn e David [Willian Vollero Silva] e eles ouviram alguém dizendo que tinha um cara no quarto dela [Cristiana Brittes]. Eu encontrei minha mãe no pé da escada, pedindo ajuda e dizendo que o Daniel estava em cima dela. Quando olhei para o quarto, vi o Daniel de cueca e meu pai em cima dele. Perguntei e meu pai falou que ele estava na cama, em cima da minha mãe. Meu pai estava com o olho esbugalhado, nunca o vi daquele jeito, transtornado. Meu pai já estava batendo nele”

descreveu Allana.

Veja o vídeo do depoimento de Allana Brittes:

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Veja vídeos dos depoimentos de Edison, Cristiana e Allana Brittes, condenados pela morte do jogador Daniel

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