(Foto: Reprodução)

A Banda B teve acesso a íntegra do depoimento de Allana Brittes, de 18 anos. A jovem fazia aniversário e foi quem convidou Daniel Correia, de 24, para vir a Curitiba e participar das festividades, que aconteceu no último sábado em um balada no bairro Batel. No ‘after’, na casa da família, Daniel foi brutalmente assassinado pelo pai de Allana, Edison Brittes, de 38.

  • Veja a integra do depoimento Cristiana Brittes: ‘Calma, é o Daniel’

O jogador foi flagrado na cama com Cristiana Brittes, de 35, mãe da aniversariante. A defesa da família presa afirma que Daniel havia tentado estuprar Cristiana, versão negada por advogados que representam o jogador.

Resumo depoimento

Em depoimento, Allana começa afirmando que conhecia Daniel há cerca de um ano e cinco meses, em um relacionamento apenas de amizade. Daniel foi ao aniversário acompanhado de um amigo e que tudo aconteceu com tranquilidade no bar no bairro Batel. Allana diz que na festa Daniel deu um beijo em sua amiga e nada mais. Além disso, afirma não ter convidado ninguém para o ‘after’ na casa da família Brittes.

Allana relata que antes de Daniel chegar a residência, sua mãe (Cristiana) e uma amiga subiram na mesa para dançar, momento em que seu pai, Junior, pediu para ela colocar um short na mãe, que estava de vestido. Em seguida, mãe e filha retornaram para a área da festa, quando Junior fez um ovo para Cristiana. Ela comeu e foi dormir, sendo colocada na cama por seu pai. Depois disso, as demais pessoas chegaram, inclusive Daniel.

A jovem afirmou que na casa havia bebida e que não sabe se o pai foi buscar mais, mas que ele costumava fazer isso. Ela relata que foi dormir com uma amiga e, cerca de trinta minutos, depois ouviu vários gritos. Allana foi ao quarto dos pais e viu Edison Brittes segurando o jogador pelo pescoço, que Daniel tentava falar algo, mas não conseguia.

Em seguida, a jovem diz ter encontrado a mãe Cristiana, que contou que Daniel havia tentado estupra-lá. Ela também afirma ter pedido para as agressões pararem. Allana disse ainda que ouviu o pai falar a Daniel: “Você está na minha cama, com a minha mulher, mãe das minhas filhas, o que você esta pensando?”. Ela relata, assim como a mãe, que David, Ygor e Eduardo ajudavam nas agressões e, na sequência, Daniel foi colocado do lado de fora da casa, se mexendo, mas sem dizer nada, muito machucado. Na sequência, o jogador foi jogado no porta-malas do veículo.

Sem notícias

A aniversariante diz que tentava contato com o pai e os outros três, porém não conseguia. Que eles retornaram tempo depois, mas nada disseram. Allana diz que até então não sabia da morte de Daniel e que o pai, Edison Brittes, recomendou que ela marcasse um encontro para falar com o amigo do jogador. O encontro aconteceu em um shopping e ela nega que ali houve uma combinação para a versão do caso. Em seguida, diz que, no domingo, recebeu uma ligação do DDD 31, questionando sobre o atleta. Neste momento, foi orientada pelo pai a dizer que Daniel saiu pela frente da residência, rumo ignorado. Neste momento, Allana afirma que já sabia da morte do jogador.

Ainda de acordo com Allana, o convite a Daniel para a festa de 17 anos foi algo normal e que mais de 200 pessoas haviam sido chamadas.

Abaixo, você confere a íntegra do depoimento de Allana: