Foto: Divulgação Polícia Civil

 

A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba prendeu, nesta quarta-feira (25), o 100º suspeito de assassinato presos em 2017, o que representa uma média de um detido a cada três dias. Segundo a Polícia Civil, é mais do que o dobro de homicidas presos no ano passado inteiro.

“Temos que parabenizar as equipes de investigação da DHPP, que hoje comemoram a marca da prisão do 100º homicida. A investigação de homicídios exige rapidez, eficácia e muito embasamento. Podemos reputar este aumento na qualidade e eficiência do trabalho da DHPP no compartilhamento de informações com a população, inclusive através do Disque Denúncia, assim como com a Polícia Militar e o serviço reservado que auxiliam a Polícia Civil com informações que permitem chegar até os autores dos crimes. E também ao trabalho da Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) com informações preciosas que são compartilhadas com as equipes de investigação”, diz o secretário da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita.

O 100º detido é um rapaz, de 19 anos. Após três meses de investigação, policiais da DHPP chegaram até ele, que é suspeito de matar um casal de irmãos em julho deste ano no bairro Sítio Cercado, em Curitiba. Gilson da Silva Junior, 21 anos, e Evelin de Cássia Silva, 18, foram mortos por um motivo banal.

O delegado-titular da DHPP, Fábio Amaro, cita alguns pontos relevantes para a estatística expressiva na elucidação de crimes. Entre eles está a integração da rede de Segurança Pública, com maior afinidade e contato com o Ministério Público, Judiciário – Primeira e Segunda Varas do Tribunal do Júri –, que são os autores envolvidos nas ações dos crimes contra a vida. Outro fator relevante é a reativação do Dique Denúncia (0800-6431-121). Essa ferramenta de trabalho propicia às equipes subsídios do que aconteceu no local de morte em áreas nas quais há dificuldade na obtenção de informações, face ao medo de represálias.

“O terceiro ponto é a capacitação continuada do servidor da DHPP. Com frequência ministramos cursos de padronização e técnicas nas investigações, interceptações telefônicas. Esse papel desempenhado na especialização da mão de obra também tem sido preponderante na conquista desse número que tem de ser festejado pela nossa unidade. Graças à virtude e ao empenho de toda a equipe que trabalha de forma integrada para combater esses crimes dolosos contra a vida na capital do estado”, afirmou o delegado Fábio Amaro.

Redução

Os primeiros seis meses de 2017 terminaram com uma redução expressiva do número de homicídios na cidade de Curitiba. A queda foi de 24,4% se comparado com o primeiro semestre de 2016. Foram 233 mortes no ano passado e 176 este ano – portanto, 57 assassinatos a menos. É o menor número de homicídios já registrados em Curitiba nos últimos 10 anos — quando a Secretaria da Segurança Pública do Paraná, através da Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (CAPE), iniciou a contagem.