Daniel foi morto aos 24 anos (Foto: Vitor Silva / SSPress/Divulgação Botafogo)

Um dia após a definição da data da audiência de instrução que vai definir o futuro dos sete acusados pela morte do jogador de futebol Daniel Correa Freitas, a juíza responsável pelo caso, Luciani Martins de Paula, decidiu adiantar a sessão, antes marcada para o dia 27, antecipando para o dia 18 de fevereiro, às 13h.

Segundo o advogado da família do jogador e assistente de acusação, Nilton Ribeiro, a mudança surgiu a pedido da defesa dos sete acusados. “O advogado dos Brittes, Claudio Dalledone, atravessou uma petição para que fosse designada uma nova data, pois ele não estaria disponível no dia 27”, contou Ribeiro. “Então a juíza, verificando a pauta, encontrou um horário livre no dia 18 e incluiu a audiência nessa data”, relatou.

O advogado ainda ressaltou que a decisão beneficia a acusação. “Não sei se isso foi uma artimanha da defesa para adiar a audiência, mas a mudança da data é ainda melhor para a nossa parte, pois quanto mais cedo for solucionado o caso, melhor para a família do Daniel”, analisou.

Durante a audiência, as testemunhas de defesa e acusação devem ser ouvidas novamente, assim como os próprios réus. São acusados pelo assassinato de Daniel: Allana Emylli Brittes, Cristiana Brittes e Edison Brittes Júnior; além de David Vollero Silva, Eduardo Ribeiro da Silva, Evellyn Brisola Perusso e Ygor King.

Ribeiro ressaltou ainda que, mesmo que alguns dos acusados não tenham participado de forma ativa na morte de Daniel e respondam por outros delitos, como fraude processual e corrupção de menor, há sim uma ligação direta com o assassinato. “São crimes conectados e, por isso, todos devem ser levados à júri. Acreditamos que essa nova etapa, inclusive, não deve demorar para acontecer. É importante destacar a rapidez da Justiça nesse caso”, completou.

De acordo com o advogado, a família da vítima aguarda ansiosamente pela data da audiência. “Esse foi um crime terrível e os familiares de Daniel estão esperançosos em relação a condenação. Sabemos que isso não vai trazê-lo de volta, mas é um alento”, concluiu.

Habeas corpus negado

O Tribunal de Justiça negou, nesta semana, uma liminar de soltura de dois envolvidos no crime contra o jogador. Ygor King, de 19 anos, e David Silva, de 18 anos, terão de aguardar um pedido de habeas corpus programado para análise no mês que vem. Ambos participaram das agressões contra Daniel, na casa de Edison Brittes, e estavam juntos na ida à Colônia Mergulhão, onde ocorreu o assassinato, segundo as investigações.

O crime

Daniel foi encontrado morto na manhã do dia 27 de outubro, na zona rural de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ex-meia de Coritiba e São Paulo, ele atuava no São Bento, time da série B do Campeonato Brasileiro, na ocasião do homicídio. Segundo a polícia, a vítima estava em uma festa na casa da família Brittes e foi morta após enviar fotos de Cristiana para um grupo de amigos no WhatsApp.