O pedreiro Nery Junior, morador de Fazenda Rio Grande,m Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), admite que deu uma pancada no pitbull que atacou seu cachorro na última segunda-feira (14), porém, nega ter ateado fogo no animal. Ele é suspeito de ter incendiado o pitbull após ele ter atacado a cadelinha dele, dentro de casa.

“Este pitbull já tinha atacado o cão do meu vizinho pela manhã. À tarde, ele fugiu de novo da casa da minha vizinha, que não tomou providências, e atacou a minha cadelinha. tentamos de toda forma que ele soltasse, mas quando vi que ele ia matar minha cadelinha, dei uma pancada e, infelizmente, ele morreu. Fui para o veterinário com minha cadela e passei horas lá. Daí alguém colocou fogo no pitbull e colocaram a culpa em mim”, afirmou Ney, em entrevista à Banda B.

Dulcy é a cadelinha que foia tacada pelo pitbull – Arquivo família

Assustado com a repercussão do caso e com as ameaças que vem recebendo, Nery disse que a família está com medo. “Recebi ligações ameaçando minha família, que está com medo, trancada em casa. Nas redes sociais também estão ameaçando. Não coloquei fogo no pitbull, apenas defendi minha cadelinha”, completou.

A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente informou que o pedreiro deverá ser indiciado por por maus tratos. Segundo o delegado Matheus Laiola, o pitbull foi resgatado por uma mulher após supostamente ser abandonado por seu tutor. Durante os cuidados realizados por essa cuidadora, porém, o animal acabou conseguindo fugir, se deparando com esse outro cachorro e o tutor dele. “Com a briga, esse tutor pegou uma pedra e matou o pitbull. Logo em seguida, ele incendiou o corpo”, descreveu o delegado.

Antes da morte, uma campanha nas redes sociais já tentava encontrar um novo lar para o animal. “O pitbull foi vítima por duas vezes. Primeiro porque foi abandonado, segundo porque foi morto covardemente”, diz Laiola.

Pitbull morto após o ataque – Reprodução

Defesa

O advogado Matheus Onias David, que defende Nery, garante que seu cliente é inocente e apenas agiu para defender o animal dele. “Meu cliente tentou separar a briga e livrar seu cãozinho do ataque diversas vezes, mas não conseguiu. A cadelinha dele tem quatro quilos e o pitbull, me parece, tinha 30 quilos. No desespero, ele apenas deu uma pancada no cão maior. Testemunhas dizem isso. Depois foi para o veterinário e uma terceira pessoa ateou fogo. Vamos provar”, afirmou.

O advogado ainda afirmou que as pessoas que estão ameaçando seu cliente nas redes sociais estão identificadas e serão responsabilizadas. “Meu cliente é uma pessoa humilde que sempre acolheu cães de rua. Agora, vem recebendo ameaças nas redes sociais. Já identificamos os autores e vamos representar ajuizando ações por danos e por ameaça”, completou.