Ferreira foi vítima de uma tocaia, segundo a Polícia Civil. (Foto: Divulgação/UENP)

 

O professor Laurindo Panucci Filho, de 44 anos, suspeito de matar o diretor Sérgio Roberto Ferreira, 60, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), passou por uma audiência de custódia na última semana após ser preso pelo crime. Durante o depoimento, ele disse que “tudo não passou de um equívoco”.

O suspeito foi ouvido pela Justiça de Presidente Venceslau, em São Paulo, estado onde foi detido. Segundo a polícia, ele confessou o crime, mas durante a audiência gravada em vídeo, preferiu não dar mais detalhes porque ainda não tinha um advogado.

Laurindo foi preso em flagrante pelo crime. (Foto: Colaboração)

“Tudo isso não passou de um equívoco. De algo que poderia ter sido evitado e, muitas pessoas envolvidas, não se envolveram à altura do que vinha acontecendo, é isso que eu tenho a dizer. Tudo o que aconteceu foi um equívoco, eu nunca imaginei em tá cometendo um…”, afirmou Panucci, que nesse momento foi interrompido pelo juiz.

O suspeito continua preso em São Paulo e deve ser transferido para Cornélio Procópio, onde o crime ocorreu.

O crime

O diretor do campus de Cornélio Procópio da UENP foi encontrado morto na noite da última quinta-feira (20) no interior de um dos blocos da instituição.

A vítima apresentava ferimentos na cabeça provocados por uma ‘machadinha’. A principal hipótese é de que o diretor foi vítima de uma tocaia, já que o professor ligou para ele e marcou uma reunião no prédio da universidade antes de cometer o crime. Panucci teria se revoltado com uma advertência que recebeu e, como vingança, decidiu matar Ferreira.

Segundo o delegado João Manoel Garcia Alonso, o professor tinha um problema de ‘excesso de vaidade’ dentro da universidade. “Ele não admitia situações que envolvessem professores mestres ou especialistas. Testemunhas falaram que ele achava que era o ‘cara’ que sabia de tudo. Ao ver esta carta de advertência, resolveu cometer o crime”, afirmou.

Após o homicídio, o professor fugiu para São Paulo, onde foi preso com a arma do crime, na sexta-feira (21). A Polícia Civil continua a investigar o caso.