Três homens foram presos em flagrante, na manhã desta terça-feira (26), em uma operação da Polícia Civil no combate a crimes ligados à pedofilia em Curitiba e São José dos Pinhais. A ação foi desencadeada após a Polícia Federal (PF) enviar informações ao Núcleo de Combate aos Cibercrimes (NUCIBER) sobre a ligação de um suspeito, detido em Cascavel, no oeste do Paraná, com dois dos detidos na capital e na região metropolitana.

Ilustrativa | Foto: Divulgação/Pixabay

O delegado José Barreto, do NUCIBER, iniciou dizendo que o nome da operação foi Anjo da Guarda, justamente com o intuito de mostrar o trabalho da polícia em proteger crianças e adolescentes.

A partir do momento em que há uma criança ou adolescente, em situação de nudez, ela precisa de proteção. Às vezes, os pais não têm conhecimento de que a criança está sofrendo aquele abuso. Então, é muito importante o trabalho da polícia, por meio de ferramentas de inteligência. Nós contamos com o apoio da população e fazemos o monitoramento da internet.

José Barreto, delegado.

As investigações da PF apontaram a existência de um grupo na rede social Telegram, onde havia a divulgação e compartilhamento de imagens/vídeos de conteúdos de pedofilia. Um suspeito foi preso em Cascavel, mas, dentro deste grupo, foi identificada a existência de dois membros que viveriam em Curitiba.

Sobre isso, o delegado Thiago Soares comentou que, a partir da descoberta dessa informação, a polícia buscou um mandado judicial autorizando o Telegram a auxiliar no andamento das investigações. Com o apoio da empresa, logo foi deflagrada a operação.

O NUCIBER deflagrou a operação em cima desses dois alvos (os detidos em Curitiba). O terceiro alvo, em que foi apreendido o material em São José dos Pinhais, foi indiciado por meio de uma própria iniciativa da Polícia Civil. Um dos suspeitos ficou em silêncio; o segundo confessou; e o terceiro disse que havia feito o download do material, mas já havia deletado. Nenhum deles se conhecia. O que há em comum é que dois suspeitos conheciam este alvo preso pela PF.

Thiago Soares, delegado.

A Polícia Civil não revelou onde cumpriu os mandados de busca e apreensão. Barreto apenas pontuou que os policiais foram recebidos pelos familiares dos suspeitos e, nos locais, encontraram diversos equipamentos de informática que continham amplo conteúdo de pedofilia.

Fomos recebidos pelos familiares, apresentamos os mandados de busca e apreensão, nossos policiais técnicos verificaram os celulares, computadores, notebooks e (…) eles visualizaram amplo conteúdo de pedofilia. Por este motivo, foi dada voz de prisão em flagrante aos dois alvos. Eles foram encaminhados ao Nuciber, onde foram interrogados e agora vão ficar na cadeia de Curitiba, à disposição do poder judiciário.

José Barreto, delegado.

Intensa vigilância contra a pedofilia

Segundo a polícia, o crime de armazenamento de conteúdos ligados à pedofilia é hediondo, cuja pena pode variar até quatro anos de prisão. Barreto pontuou que é importante que a população esteja atenta a sinais que mostram possíveis violências sexuais cometidas contra crianças e adolescentes.

A gente sabe que a pedofilia é uma parafilia, que é um transtorno psiquiátrico que acomete o indivíduo e o faz sentir atração por crianças. Isso, a gente sabe, que, a partir do momento em que seja uma foto ou um vídeo, de uma criança com nudez sexual, isso, por si só, já é crime.

José Barreto, delegado.

Os suspeitos permanecem detidos à disposição da Justiça.

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Ação da PF em Cascavel resulta em operação e prisão de trio por crimes ligados à pedofilia na Grande Curitiba

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