Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (14) durante uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) contra a venda de produtos furtados em Curitiba. A ação aconteceu durante a Operação Mascate, que investigava um esquema de furtos em lojas de departamento e farmácias da Região Metropolitana.

Imagem mostra produtos furtados apreendidos pela polícia em Curitiba; três pessoas foram presas.
Uma das presas suspeitas de comercializar produtos furtados em Curitiba é uma mulher, que estava com um bebê de 12 dias. Foto: Divulgação/PCPR

Segundo a polícia, os suspeitos vendiam os produtos furtados pelas redes sociais, em grupos de aplicativos de mensagens com centenas de participantes. Foram presas duas mulheres, de 25 e 30 anos, e um homem, de 28 anos.

As investigações começaram após denúncias recebidas pelo 13º Distrito Policial de Curitiba. Conforme a PCPR, uma das investigadas administrava grupos de vendas nas redes sociais e anunciava os itens como sendo “roubados” em vídeos e áudios divulgados aos clientes. A mulher estaria prestes a abrir uma loja física para vender os produtos.

Roupas e perfumes estão entre os produtos furtados pelos suspeitos presos em Curitiba

Durante o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram grande quantidade de mercadorias suspeitas de origem criminosa. Entre os itens apreendidos estavam roupas, calçados, perfumes, shampoos, hidratantes, suplementos alimentares, sabonetes, desodorantes e produtos para cabelo.

A polícia também investiga a venda irregular de medicamentos para emagrecimento, como Tirzepatida e Lipoless, sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses produtos não foram encontrados durante as buscas da operação.

“O combate ao comércio clandestino de medicamentos e cosméticos é importantíssimo para garantir a segurança e evitar riscos à saúde da população paranaense”

afirmou o delegado-chefe do 13º Distrito de Curitiba, Fabiano Oliveira.

Uma das mulheres presas estava com um bebê de 12 dias e foi liberada após pagar fiança. Os outros dois suspeitos seguem presos à disposição da Justiça. Os investigados podem responder por furto, associação criminosa e crime contra a saúde pública. Somadas, as penas podem ultrapassar 14 anos de prisão.

A Polícia Civil cotinua investigando o caso para identificar outros envolvidos e beneficiários do esquema de venda de produtos furtados em Curitiba, além do destino das mercadorias. 

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