O transporte público de Curitiba registrou, somente nos primeiros seis meses deste ano, 373 ‘arrastões’ em ônibus e terminais da capital paranaense. Apesar de representar uma queda de 38,4% no número de roubos em coletivos, em comparação com o mesmo período de 2018 (606 roubos), os curitibanos ainda convivem com uma média de dois assaltos por dia no sistema. Os dados são da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná.

Foto: Valdecir Galor/SMCS

O Sindimoc (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana) não contesta esses números, mas alega que o número ainda continua alto, e salienta que o roubo de pertences dos passageiros tem ultrapassado o ‘roubo tradicional’, quando o assaltante leva o dinheiro das gavetas dos cobradores.

“A modalidade do arrastão tem sido a maior preferência dos criminosos, uma vez que o valor dos bens dos passageiros, invariavelmente, supera em muito os valores nas registradoras. Há casos de arrastões em que o criminoso sequer chega no cobrador, fixando-se apenas em joias, celulares e demais pertences dos usuários do coletivo”, escreve o Sindicato em nota enviada à Banda B.

Operações

O Diretor da Guarda Municipal de Curitiba, Odgar Nunes Cardoso, afirma que extensas medidas tem sido realizadas pela corporação para coibir a ação dos ladrões. “Fizemos várias operações, desde janeiro até agora, nos eixos com mais roubos dentro de ônibus, em sua maioria de furtos de carteira e celular”, explicou em entrevista à Banda B.

Odgar também exemplificou como funcionam essas revistas. “Estamos definindo algumas linhas prioritárias. Levamos nossas equipes com cães e realizamos abordagens, parando o ônibus por alguns minutos, fazendo um trabalho preventivo, para a segurança da população e isso tem dado retorno”, contou à reportagem.

Prevenção

A Guarda Municipal pede ajuda à população não apenas para situações de arrastão, mas também para que casos como o da adolescente que foi abusada por um funcionário público, no interior da linha de ônibus Vila Sandra, em Curitiba, no começo do mês, não se repitam. “É muito importante o envolvimento da população, pois a Guarda e a PM não estão em todos os lugares. Pedimos que liguem para o 153 ou até para o 190 para que mandemos uma viatura ou moto para o local da ocorrência”, acrescentou.