Presa, Camila Marodim, de 30 anos, conhecida nacionalmente como “Trafigata”, afirmou em depoimento que está preocupada com os filhos e negou envolvimento com o crime desde a morte do marido Ricardo Luis Hortz Marodin, em 2021.

Detida por mandado de prisão por condenação pelo crime de tráfico de drogas, ela afirmou estar angustiada com a situação dos três filhos menores e com o estado de saúde da mãe, que, segundo ela, está bastante doente.
“Eu sei que não é o momento de falar nada, mas eu estou muito preocupada com meus filhos porque esse é um processo meu de quase cinco anos atrás. Minha mãe está muito doente e eu tenho três filhos menores. Sei que não é a hora, mas eu estou desesperada”
afirmou a ‘Trafigata’.
Camila afirmou que os crimes ocorreram quando o marido ainda era vivo e que, desde o assassinato dele, não voltou a cometer delitos. Ela também disse que permaneceu morando no mesmo endereço e que está trabalhando. As informações são da Ric RECORD.
O marido da ‘Trafigata’, Ricardo Luis Hortz Marodim, foi assassinado em novembro de 2021, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Ele era investigado como líder de uma quadrilha e teria sido morto em decorrência de disputa pelo comando do tráfico de drogas.
“O pai dos meus filhos é falecido. Tudo isso aconteceu quando ele morreu. O pai dos meus filhos morreu e eu tomo remédio controlado. Eu estou há cinco anos sem cometer crime nenhum, sem fazer nada. Continuo morando no mesmo lugar, trabalhando. Não tem porque ter saído, sempre morei no mesmo lugar”
garantiu Camila.
Prisão da ‘Trafigata’
A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Piraquara, cumpriu o mandado decorrente de condenação com trânsito em julgado com pena fixada de 8 anos e 5 meses de reclusão contra Camila Marodim. De acordo com a corporação, ela estava foragida.
Segundo as investigações, ela teria integrado uma organização criminosa estruturada, com atuação no tráfico de entorpecentes e na ocultação de patrimônio ilícito.
A mulher já havia sido alvo de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão durante operação policial voltada ao combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Conforme a polícia, a prisão integra ações permanentes de enfrentamento às organizações criminosas.
Após ser capturada, Camila foi encaminhada à unidade policial para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, colocada à disposição da Justiça para o início do cumprimento da pena.