O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) designou um novo juiz para ser responsável pelo processo da morte do jogador Daniel Corrêa Freitas. Thiago Flores Carvalho deve ser o quinto a assumir o caso, depois que quatro juízes abandonaram, três deles alegando suspeitos por “foro íntimo”.

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Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O novo juiz foi designado pelo desembargador Luiz Fernando Tomasi Keppen, presidente do TJ-PR. No despacho, ele explicou que a entrada de Thiago Carvalho se dá em vista da suspeição/impedimento declarada pela juíza Luciani Regina Martins de Paula (a primeira a assumir o processo) e os outros juízes.

Formado em direito pela Pontifícia Univerisade Católica do Paraná (PUC-PR) e em comunicação social pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Thiago Flores Carvalho é juiz substituto da 1ª Seção Judiciária. Ele também é processor de prática processual penal da Escola de Magistratura do Paraná (Emap).

Entra e sai de juízes

Nesta semana, dois dias depois de ser designado como responsável pelo caso, Guilherme Moraes Nieto foi o quarto juiz a abandonar o caso. Antes dele, no dia 17 de novembro, o juiz Marcos Takao Toda saiu do caso. Ambos se declararam suspeitos por “motivos de foro íntimo”.

No pedido, eles explicaram que “por motivos de foro íntimo, declaro minha suspeição para atuar no presente feito, nos termos do artigo 145, §1º, do Código de Processo Civil”. 

O trecho citado pelos juízes define que “poderá o juiz declarar-se suspeito por motivo de foro íntimo, sem necessidade de declarar suas razões”. 

Antes deles, os juízes Diego Paolo Barausse e Luciani Regina Martins de Paula também pediram para serem retirados do processo. Diego por se declarar suspeito e Luciani por impedimento.

Sem data de julgamento

Daniel foi morto no dia 27 de outubro de 2018, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O crime aconteceu após uma festa em Curitiba e o jogador estava na casa dos acusados participando de um “after”. 

Quando foi encontrado, Daniel estava parcialmente degolado e teve o órgão genital cortado. Sete pessoas respondem pelo crime. Evellyn Brisola Perusso (que nunca foi presa), Allana Brittes, Cristiana Brittes, David Willian Vollero Silva e Ygor King estão em liberdade.

Os dois réus que permanecem na cadeia são Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, que havia conseguido liberdade provisória em outubro de 2019, mas foi detido em flagrante por roubo em dezembro de 2020, e Edison Brittes Junior, que está preso desde a época do assassinato.

No mês passado, completaram cinco anos e ainda não há previsão de data para julgamento.

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Caso Daniel: Tribunal de Justiça do Paraná define quem será novo juiz após quatro deixarem o processo

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