Contrariando a versão de legítima defesa apresentada pelo suspeito, a Delegacia de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, deve indiciar o vigilante que matou o empresário Rodrigo Andreatta Ribeiro por homicídio. O crime aconteceu na noite desta quarta-feira (18) e, segundo testemunhas, teria sido motivado por um ônibus mal estacionado no posto de combustíveis da vítima.

De acordo com o investigador Job de Freitas, o acusado foi ouvido, mas a história não bate com a de testemunhas. “Uma testemunha ocular declarou que não houve tentativa de tirar a arma do vigilante ou qualquer agressão. Durante a discussão, o vigilante teria dado um tapa no peito do empresário e já realizado os disparos”, explicou.

O suspeito é vigilante de uma empresa de escolta armada e acompanhava um ônibus de turismo. Como o veículo estaria mal estacionado, Andreatta teria ido ao encontro do veículo, momento em que a discussão e o disparo ocorreram.

A Banda B teve acesso a câmeras de segurança na tarde desta quinta-feira, mas as imagens mostram apenas a movimentação, uma vez que outro ônibus fica na frente da discussão. O filho da vítima ainda tenta ajudar Andreatta, mas não deu tempo. O empresário morreu após ser levado ao Hospital Angelina Caron.

Segundo a Polícia Civil, o vigilante foi preso após o crime.

Legítima Defesa

Segundo o guarda municipal Jaip, o detido alegou legítima defesa. “Ele relata que a vítima foi para cima dele para tirar a arma, momento em que fez o disparo”, disse.

A versão, porém, não convenceu os policiais civis, que seguem investigando o caso.