A ausência de uma testemunha no Fórum de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, fez a juíza Luciani Regina Martins de Paula adiar, no começo da tarde desta terça-feira (13), os interrogatórios do Caso Daniel. A testemunha em questão é jornalista de uma emissora de TV e seria ouvida antes dos sete réus. Com a ausência, os interrogatórios foram remarcados para os dias 4, 5 e 6 de setembro.

Foto: Antônio Nascimento – Banda B

O depoimento do jornalista é um pedido da defesa da família Brittes. Com uma contradição em depoimentos prestados anteriormente, a juíza optou por ouvir a testemunha para saber como a emissora de TV teve acesso ao celular de Cristiana Brittes. A juíza Luciani Regina chegou a intimar o jornalista pela manhã, mas ele não foi encontrado.

Para o assistente de acusação, Nilton Ribeiro, a testemunha em questão é desnecessária para o processo, mas a juíza agiu bem ao adiar a audiência. “Adiamentos são normais dentro do processo judicial e a gente vê com normalidade isso. A juíza muito bem destacou que para evitar qualquer possibilidade de nulidade, com o argumento de que a defesa foi cerceada, era melhor marcar nova data para os interrogatórios”, disse.

O advogado de Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, Edson Stadler, também afirmou que o adiamento foi necessário. “Não podemos aceitar é que haja uma inversão do ônus da produção da prova. Como temos uma testemunha para ser inquirida, ela precisa ser, já que o que interessa é a verdade real dos fatos”, afirmou.

Com a retomada da audiência, em setembro, as primeiras a serem ouvidas serão as duas jovens que respondem em liberdade: Allana Emilly Brittes e Evellyn Brisola Perusso.

Pedido de Liberdade

Diante do adiamento, o advogado Rodrigo Faucz vai pedir a liberdade de David Willian Vollero Silva e Ygor King ‘por excesso de prazo’. “Como não fomos nós que demos causa ao adiamento, queremos a liberdade provisória, para que aguardem ao resto do processo em liberdade. Como os dois tiveram um papel secundário no crime, esse adiamento é prejudicial para nós”, disse.

O pedido será feito por escrito para análise da juíza de São José dos Pinhais.

Denúncia

Os sete foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por participação no crime.

Respondem por homicídio qualificado, com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação de cadáver e fraude processual: Edison Brittes Junior, Eduardo Henrique da Silva, Ygor King, e David Willian Vollero Silva.

Cristiana Brittes também responde por homicídio qualificado, com motivo torpe, e coação no curso do processo.

A filha do casal Brittes, Allana, foi denunciada por coação de testemunhas, fraude processual e corrupção de menores.

Já a jovem Evellyn Perusso responde por fraude processual