Dois homens, de 56 e 65 anos, suspeitos de integrarem o grupo “Justiceiros do Passaúna”, foram presos em flagrante por porte ilegal de arma. O caso ocorreu após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumprir três mandados de busca e apreensão no bairro São Miguel, em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (28). Após a prisão, os presos confessaram os envolvimentos na morte de Idineu Santos Gonçalves, de 34 anos, e na tentativa de homicídio contra uma mulher, de 37, ocorrido no dia 29 de março deste ano, no bairro Cidade Industrial de Curitiba.

 

Aérea represa do Parque do Passauna.Curitiba ,(arquivo)Foto: Luiz Costa/SMCS

 

O delegado Thiago Nóbrega, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), contou que após efetuarem a prisão do primeiro suspeito, na segunda-feira (11), a polícia identificou outros três suspeitos de estarem envolvidos no mesmo crime. Para isto, a DHPP utilizou o depoimento da sobrevivente para esclarecer os crimes e encontrarem os outros participantes.

Após a Justiça expedir os mandados de busca, as equipes policiais estiveram na casa dos três alvos. “Na residência de um deles, não tinha ninguém. No entanto, nós encontramos os outros dois e eles estavam com armas de fogo. Diante disto, efetuamos a prisão em flagrante. Eles confessaram os envolvimentos no crime”, comentou.

As equipes policiais acreditam que as armas encontradas nas residências são as mesmas utilizadas nos crimes contra Idineu e a mulher, de 37 anos. O delegado mencionou que a equipe de criminalística da polícia irá investigar para confirmar a situação.

 

Uma das armas utilizadas no crime apreendida pela polícia. Foto: Colaboração

Fim das investigações

Diante da operação realizada nesta quinta-feira (28), Nóbrega acredita que a operação está próxima de ser concluída. “Os suspeitos serão interrogados sobre o caso. Eles já estão presos pela devido ao flagrante. Portanto, nos próximos dias nós estaremos encerrando as investigações”, concluiu.

Entenda o caso

Cansados de uma sequência de furtos, proprietários de áreas rurais na região do Passaúna, em Curitiba, resolveram montar um grupo de “justiceiros”. A ideia, é se comunicar via aplicativo de mensagens, com objetivo de identificar e matar os responsáveis pelos prejuízos.

O esquema foi descoberto quando a PCPR efetuou a prisão de um dos membros da equipe, proprietário de uma chácara na região, no dia 11 de maio. Durante as investigações, a Polícia Civil do Paraná identificou que as vítimas eram dependentes químicos, do bairro São Miguel.