O homem apontado como o principal suspeito de matar a tiros a diarista Odete Adriana da Silva, de 51 anos, no último dia 15, já havia tentado matá-la meses antes. A vítima foi executada com três disparos em uma distribuidora de bebidas no bairro Caximba, em Curitiba. O crime pode ter sido motivado por uma dívida relacionada a um acidente de trânsito.
De acordo com o delegado Victor Menezes, em agosto de 2023, a vítima estava embriagada e se envolveu em um acidente de trânsito com o suspeito na rua Francisca Beralde Paolini, no bairro Campo do Santana — mesma via em que ela foi morta há nove dias. Após a colisão frontal, Odete foi detida por embriaguez ao volante, resistência à prisão e desacato.
A vítima chegou a arcar somente com duas parcelas do conserto do carro do suspeito, mas deixou de pagar o restante.
“Esse senhor ficou muito enraivecido e passou a cobrar de uma forma cada vez mais violenta, sendo que há menções no curso do inquérito de que esse homem inclusive teria ido atrás da dona Odete em 2024 e efetuado um disparo de arma de fogo, que pegou em seu braço”, explicou Menezes à Banda B.
Odete, contudo, não registrou boletim de ocorrência e o caso, portanto, não foi investigado.
Vingança
A Polícia Civil investiga a possibilidade de a diarista ter sido morta por causa de uma dívida relacionada ao conserto do carro do suspeito, após o acidente.
“As investigações indicam que o homicídio teria sido motivado por vingança. Em 2023, a vítima teria se envolvido em um acidente de trânsito com o suspeito, sem arcar com os prejuízos causados ao veículo dele”, informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (24).
Na ocasião, o suspeito dirigia um veículo Celta e a mulher, um Fiat Linea. Os dois carros bateram de frente. A distância entre o local do acidente e o ponto onde a mulher foi executada é de cerca de 500 metros.
Suspeito preso
O suspeito, que não teve a identidade revelada, foi preso no dia do crime, após ser flagrado dirigindo embriagado e portando uma arma de fogo. Ele foi abordado pela Guarda Municipal (GM) por avançar um semáforo vermelho, em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. Durante a revista, os agentes encontraram um revólver calibre .38 no carro e cinco munições deflagradas.
Segundo o delegado Victor Menezes, na ocasião em que o homem foi preso em flagrante, ainda não se sabia que ele tinha relação com a morte da mulher. A conexão entre o suspeito e o crime só foi descoberta durante as investigações.
De acordo com testemunhas, o suspeito parou em frente ao estabelecimento, desembarcou de um carro vermelho, se dirigiu até a vítima e atirou contra ela.
A vítima já estava morta quando os socorristas do Corpo de Bombeiros chegaram. Odete estava apenas com uma bolsa, um cartão transporte, remédios, carregador de celular e um maço de cigarros.
O celular dela, contudo, não foi localizado pela polícia. Os familiares afirmaram não ter informações sobre o crime.