Um homem identificado como Claudinei Rudek, de 35 anos, morreu em confronto com policiais militares do 13º Batalhão da Polícia Militar na noite desta terça-feira (12), no bairro Capão Raso, em Curitiba. Segundo a PM, ele estava em um Fiat Palio roubado e reagiu a uma tentativa de abordagem na Rua Atílio Brunetti.
Claudinei acumulava mais de 20 registros policiais e, segundo a polícia, tinha passagens por crimes como roubo, ameaça e estupro. Entre os antecedentes, estava uma tentativa de assassinato contra a própria filha, que na época tinha apenas um mês de vida.
Suspeito que morreu em confronto estava com carro roubado
De acordo com o capitão Merege, do 13º BPM, equipes localizaram o carro roubado após informações de que o suspeito vinha cometendo crimes nos últimos dias. O veículo, levado no último domingo (10), já estava parado na rua quando os policiais tentaram abordá-lo.

“Um indivíduo com veículo roubado vinha fazendo diversas atrocidades nos últimos dias. É um indivíduo com extensa ficha criminal. Hoje, na tentativa de abordagem a esse veículo com alerta, houve a reação por parte desse indivíduo. Prontamente, a equipe policial conseguiu revidar e, graças a Deus, os policiais estão bem. Infelizmente, ele veio a óbito no local”, afirmou o militar.
Ainda conforme a PM, Claudinei desceu do carro e tentou pegar um revólver calibre .38 que estava dentro do automóvel. Os policiais atiraram para impedir a ação.
“Ele não acatou a ordem e já estava fora do veículo. Tentou acessar o revólver dentro do carro e os policiais tiveram que fazer o revide para salvaguardar a integridade deles e inclusive de uma mulher que estava junto nesse veículo”, acrescentou o capitão.
A mulher que dirigia o Palio afirmou aos policiais que foi ameaçada e obrigada por Claudinei a conduzir o carro e participar de assaltos ao longo do dia. Ela não se feriu.
“Ele obrigava essa mulher a dirigir esse carro. Ela foi ameaçada por ele e obrigada a participar de alguns assaltos hoje”, disse Merege.
Irmão executado por engano no lugar do suspeito
Além do confronto desta terça, Claudinei também era conhecido na região por outro episódio que marcou a família dele. Em fevereiro do ano passado, um empresário que havia sido assaltado por Claudinei saiu à procura do suspeito, mas confundiu o criminoso com o irmão dele. O irmão acabou assassinado.
A cunhada de Claudinei, Kátia Gomes, afirmou ao repórter da Ric RECORD Marcelo Borges que o marido dela já dizia temer ser confundido com o irmão criminoso.
“O meu esposo, no ano passado, no dia do meu aniversário, morreu. Ele saiu da casa da mãe dele e o cara que matou meu esposo achou que era o Claudinei. Não é de hoje que toda vila reclama do Claudinei. Ele tem várias passagens pela polícia e nunca é feito nada. Sempre é um inocente pagando pelos erros dele”, relatou.
Emocionada, Kátia disse que recebeu a notícia da morte de Claudinei como um alívio. “Eu não vou negar que estou, sim, feliz pela morte dele. Hoje eu sinto que a morte do meu marido foi vingada. Acho que muitas pessoas aqui na vila vão ter paz a partir de hoje. Acho que agora eu consigo até sair sem medo na rua. É um alívio muito grande”, afirmou.
“Eles eram muito parecidos e até mancavam igual. Um dia meu esposo falou pra mim: ‘Um dia vão me confundir e me matar achando que é o Claudinei’. E foi literalmente o que aconteceu com ele.”
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