(Foto: Divulgação/Polícia Civil)

 

A Polícia Civil de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, cumpriu um mandado de prisão contra Gean Carlos Frogel, de 25 anos, na Colônia Penal Agrícola do Paraná (CPA), na última semana. Ele é suspeito de ser cúmplice de Andréia Totosvski, 28, no assassinato do ex-marido dela, Edivaldo Dias, 47, no dia 16 de agosto deste ano.

A vítima foi decapitada e a cabeça foi encontrada por crianças em um matagal em Colombo, dias após o corpo ser descoberto pela polícia.

Edivaldo Dias foi morto no dia 16 de agosto deste ano. (Foto: Reprodução/Facebook)

Andréia permanece presa desde o dia 9 de novembro, quando foi abordada por policiais em Santa Catarina (SC). Com a prisão desse suspeito, a polícia está perto de encerrar o inquérito policial.

Uma ligação no celular da vítima, realizada pela suspeita às 5h da manhã do dia em que Edvaldo desapareceu, chamou a atenção dos policiais. Além disso, os investigadores encontraram Boletins de Ocorrência (B.O.) registrados pelo ex-marido contra Andréia, relatando que ela teria tentado esfaqueá-lo.

“Informações obtidas através da quebra de sigilo de comunicação mostraram que o suspeito estava auxiliando Andréia a se livrar das provas do homicídio, eles inclusive combinaram de destruir o veículo em que o corpo da vítima foi carregado após o crime. Ele confirmou que Andréia foi autora do homicídio”, contou o delegado responsável pelas investigações, Tito Livio Barichello. (Confira um trecho da conversa no fim da reportagem)

Outro ponto crucial para a elucidação do crime foi o exame de luminol no veículo da investigada, que confirmou a existência de sangue no porta-malas do carro apreendido. O delegado também esclareceu que uma nova investigação foi iniciada, pois um ex-namorado da suspeita também teria sido assassinado anos atrás.

O homem, que estava preso na CPA por roubo e associação criminosa, agora também responderá pelo crime de fraude processual. Andréia responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.

“Ao todo, ouvimos cinco testemunhas, entre elas duas sigilosas. Uma das testemunhas confirmou que foi contratada para matar Dias e a outra ouviu da investigada detalhes de como o decapitou”, conclui Barichello.

 

Conversa em que o Gean e Andréia falam sobre destruir o veículo em que o corpo da vítima foi carregado. Ela apagou as mensagens. (Foto: Reprodução)