A Polícia Civil do Paraná (PCPR) investiga o crime de homicídio que matou Saimon Junior de Melo Batista, de 30 anos, no último sábado (9), no bairro Alto Boqueirão, em Curitiba. Na ocasião, um homem de 22 anos foi preso em flagrante após fugir da equipe policial e perder o controle do veículo que conduzia, caindo num barranco próximo ao local do crime.

Foto: Colaboração/PCPR

 

Segundo o delegado Tito Lívio Barichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito passou em frente ao local do crime momentos depois de cometê-lo.

“Existe uma máxima de que o autor sempre volta ao local do crime, e o suspeito, em momento posterior, voltou ao local, acreditamos que para resgatar algum dos criminosos que estivesse ali. Com a presença da Polícia Militar (PM) no local, essa pessoa foi abordada, acabou ficando assustada e reagiu aos policiais, cometeu crime de desacato e inclusive tinha drogas na roupa”, explicou o delegado.

O veículo Fiat/Punto, encontrado com o suspeito, teria sido locado pela vítima no dia do crime. Em depoimento, o proprietário do carro confirmou e ainda relatou ter locado o mesmo veículo, um dia antes do fato, para um outro indivíduo conhecido como “Gordinho” ou “Gago”, que ainda não foi identificado.

Ainda conforme as informações apuradas, este veículo ainda teria envolvimento em outro delito. O carro foi flagrado por câmeras de segurança em um crime de furto a uma residência em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), um dia antes do crime. O fato também está sendo investigado pela PCPR.

“Um crime de furto ocorreu dia 6 de novembro em Fazenda Rio Grande. Nas imagens de câmeras de segurança, aparece o veículo na posse do investigado, sendo utilizado para a prática desse crime”, DHPP.

O homem não tinha passagens e responderá pelo crime de homicídio qualificado e roubo qualificado. Ele segue preso à disposição da Justiça.

Motivação

De acordo com o delegado, a motivação do crime seria briga por tráfico de drogas. “Segundo informações, que estão sendo apuradas, seria o desentendimento em relação ao tráfico de drogas. Digamos que houve desentendimento entre organizações criminosas”, explicou.

Investigação

A PCPR não descarta a participação de outras pessoas, mas elas ainda não foram identificadas.

A investigação continua para apurar se todas as informações relatadas pelo proprietário do carro são verdadeiras e quem era o outro ocupante do veículo.