O homem suspeito de ter assassinado o jornalista Cristiano Luiz Freitas, encontrado morto em casa, no Jardim das Américas, em Curitiba, foi preso na manhã desta quinta-feira (6). A informação foi confirmada pela Polícia Civil à Banda B. Ele foi identificado como Jhonatan Barros Cardoso, de 27 anos.
Segundo apurou a reportagem, o suspeito foi preso em um flat no Centro de Curitiba, próximo à rodoferroviária e da Delegacia de Furtos e Roubos (DRF). No dia do crime, na terça-feira (4), ele havia fugido em um Hyundai HB20 e era procurado desde então.
Cristiano recebeu o suspeito em casa horas antes de ser encontrado morto na sala da própria casa.
“Não há sinais de arrombamento [na casa], já que, pelo que foi apurado, houve um encontro com essa pessoa, esse amigo da vítima. Possivelmente, toda a situação aconteceu dentro da residência. Mas ainda não se pode apurar qual teria sido o motivo de uma possível discussão entre autor e vítima”
afirmou a delegada Magda Hofstaetter.
Já o delegado Ivo Viana afirmou que o jornalista pode ter conhecido o suspeito do crime nos últimos dias.
“A gente acredita que eles não se conheciam de muito tempo. Talvez tenham se conhecido nos últimos dias. Mas o fato é que eles se conheciam, até porque ele [suspeito] teve a entrada facilitada por uma ação da vítima”
revelou o delegado em entrevista coletiva nesta quarta-feira (5).
O delegado afirmou que a Polícia Civil investiga o histórico da vítima e seu estilo de vida para entender a motivação do crime. Além disso, ele destacou que uma das prioridades da investigação é esclarecer a relação entre o jornalista e o suspeito.
Os vizinhos do jornalista relataram à polícia e à Banda B que ele morava sozinho na casa desde a morte da mãe, há cerca de sete meses. Além disso, disseram ter ouvido gritos vindos da casa e acionaram a Polícia Militar (PM).
Uma ambulância do Corpo de Bombeiros foi acionada, mas a vítima já estava morta quando a equipe chegou ao local. Além de estar com os braços amarrados para trás e uma fita adesiva na boca, Cristiano apresentava sinais de estrangulamento.
“A princípio, não foi encontrado nenhum outro tipo de ferimento além dos sinais de esganadura, mas é a perícia que vai poder apurar se há outros ferimentos”, acrescentou a delegada Magda.
O corpo de Cristiano foi sepultado no final da tarde de ontem, no Cemitério Municipal Água Verde.