O homem de 33 anos, suspeito de matar o soldado Erick Norio, de 28, que pertencia ao 23° Batalhão da Polícia Militar, tentou se apresentar em duas delegacias na madrugada deste sábado (8). Entretanto, em ambas ele não foi aceito e saiu pela porta de frente. Segundo a defesa de Antônio Francisco dos Prazeres Ferreira, o suspeito cansou e desistiu de se entregar, voltando às ruas.

Soldado Norio estava há cinco anos na PM (Foto: Reprodução)

O advogado José Valdeci, que representa Prazeres, afirmou à Banda B que foi procurado pelo suspeito após o incêndio que atingiu a Invasão 29, na Vila Corbélia, Cidade Industrial de Curitiba, onde o soldado Norio foi assassinado; “Ele me disse que estava disposto a colaborar, para que parasse a violência no bairro em que morava. Por isso, acabou me procurando”, descreveu.

Entretanto, de acordo com o advogado, por não ter mais flagrante ou mandado de prisão, Prazeres saiu pela porta da frente de duas delegacias. “Eu levei ele para apresentar na Central de Flagrantes, mas não foi recebido. Em seguida, fui até a DVC (Delegacia de Vigilâncias e Capturas), porém também não deu certo, porque não havia mandado de prisão. Por volta das 3h, me falaram para ir de novo à Central de Flagrantes. Ele disse então que não iria mais se apresentar. Foi embora e não o vi mais”, relatou o advogado.

Prazeres já esteve preso recentemente pelo Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) ao ser flagrado com a arma de um policial militar. Entretanto, ele acabou solto em uma audiência de custódia, respondendo ao crime em liberdade.

Outro lado

Por meio de nota, a Polícia Civil falou sobre o caso:

Em relação ao suspeito do homicídio contra o policial militar que se apresentou à Polícia Civil, ele será ouvido pela Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), já que não pode ficar preso pois não havia mandado de prisão em seu nome no sistema da Polícia Civil do Paraná.

O crime

Na madrugada desta sexta-feira (7), o soldado Norio foi morto com dois tiros após atender uma reclamação de perturbação de sossego na região da Vila Corbélia, podendo ter sido vítima de uma emboscada. Ele foi atingido com um tiro no colete balístico e outro do pescoço, que acabou sendo fatal. O parceiro dele, assim que viu o amigo ferido, o colocou na viatura e seguiu até a UPA Barigui.

Erick Norio estava há 5 anos na Polícia Militar do Paraná, integrando o 23° Batalhão. Ele deixou esposa e um filho de 4 anos.