Suspeito de liderar facção criminosa no Amapá é localizado e preso em residência de Curitiba

O foragido tem mandados de prisão por crimes de roubo e homicídio no estado do Norte do país

Carol Nery e Djalma Malaquias

Um homem suspeito de liderar uma facção criminosa do Amapá, estado do Norte do país, foi preso no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, na manhã desta quinta-feira (6). Com mandados de prisão em seu desfavor, por crimes de roubo e homicídio, ele teria buscado refúgio na capital paranaense.

O investigado seria integrante da facção denominada Família Terror do Amapá – uma das mais violentas organizações deste estado -, irmã do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Equipe do Grupo Tigre.
Foto: Arquivo/Divulgação/PCPR.

O foragido da Justiça estava com a esposa e dois filhos em uma residência, no momento da prisão. Ele tentou resistir, em um primeiro instante, mas foi capturado e preso, como relata o delegado do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), Cristiano Quintas.  

“Ele tentou se trancar no quarto com esposa e dois filhos. A porta foi arrombada e ele se entregou”,

diz.

Segundo o delegado, não foram encontradas armas ou drogas na residência do suspeito.

Depoimento do suspeito

Ao ser ouvido no Tigre, ele admitiu ser faccionado, mas negou envolvimento com o crime desde que chegou a Curitiba. Os antecedentes criminais, no entanto, levaram à abertura de um inquérito policial, para apurar se o investigado tentou, ao menos, uma coligação com alguma facção do Sul e do Sudeste, explica Quintas.

“Existe indícios nesse sentido, até pelo histórico dele. Ele tem três condenações lá no estado do Amapá por alguns outros crimes.”

Assim que o Tigre e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoal (DHPP) tiveram acesso às informações sobre o possível paradeiro do homem preso no Sítio Cercado, a Polícia Civil do Paraná fez contato com as autoridades policiais do Amapá e tomou ciência do histórico e da periculosidade do investigado.

“Lá ele é conhecido como um indivíduo perigoso, um dos líderes da facção, que teve um problema com outra facção e resolveu se refugiar aqui. Isso vai ser apurado. Provavelmente, para dar sequência às atividades criminosas, procurou refúgio aqui no Sul. […] Por conta do que ele falou no interrogatório dele, que lá no estado do Amapá a facção deles tem simpatia com o PCC, talvez seja em razão disso essa provável coligação que ele fez aqui”,

afirma o delegado Quintas.

O investigado deve responder por crime de associação criminosa, além dos demais crimes de roubo e homicídio.

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