O homem apontado pela Polícia Civil como principal suspeito no desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, de 18 anos, acumula condenações por tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas, além de dezenas de passagens pela polícia desde a adolescência.
Clayton Antônio da Silva Cruz, de 39 anos, está foragido e é procurado tanto pela suspeita de envolvimento no desaparecimento das jovens quanto por uma condenação anterior por roubo. Segundo as investigações, ele também usava um nome falso para esconder a identidade e evitar ser localizado pelas autoridades.

As jovens desapareceram após saírem para uma festa na região de Maringá, no norte do Paraná. O último contato com as famílias aconteceu na noite de 20 de abril. Já na madrugada do dia seguinte, uma das jovens ainda publicou uma foto em uma rede social ao lado do suspeito. Desde então, elas não foram mais vistas.
A principal linha de investigação da Polícia Civil é a de homicídio, com possível feminicídio, embora os investigadores não descartem outros crimes, como sequestro e cárcere privado. As informações são do jornal Estadão.
Quem é o suspeito investigado pelo desaparecimento das jovens?
Conhecido pelos apelidos de “Sagaz”, “Dog Dog” e “Cleitinho”, Clayton teve cerca de 20 passagens pela polícia ainda quando adolescente. Após atingir a maioridade, continuou acumulando registros criminais.
“Ele é uma daquelas figurinhas carimbadas da polícia. Sempre envolvido em algum delito”, afirmou ao Estadão o delegado Zoroastro Nery do Prado Filho, de Mandaguari, cidade onde o suspeito nasceu e viveu por anos.

Em 2008, Clayton foi preso durante uma operação contra o tráfico de drogas. Segundo o delegado, familiares dele também acabaram detidos na ação.
“Ele, a esposa, um tio e uma tia foram presos nessa operação. Prendemos 28 pessoas no total. Ele chegou a cumprir sete anos na prisão por esse caso”, relatou.
Condenação por tráfico de drogas
A condenação somava mais de 18 anos de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma, posse ilegal de arma e desobediência. Recentemente, ele cumpria pena em regime aberto, mas passou a ser considerado foragido após pedir mudança de endereço, faltar a uma audiência judicial e desaparecer.
Além disso, Clayton também foi condenado por um roubo ocorrido em 2022, em Apucarana. Conforme apurado pelo Estadão, ele e outros homens armados teriam invadido a casa de um ex-prefeito da cidade de Cambira, mantido um casal refém e fugido com joias, televisões e veículos da família.
As investigações apontam ainda que o suspeito costumava andar armado. Em outros registros policiais, armas chegaram a ser apreendidas com ele. Quando estava preso, também foi alvo de denúncias relacionadas ao uso de celulares dentro da cadeia e suposto envolvimento com drogas.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luís Fernando Alves Silva, Clayton usava o nome “Davi” em Cianorte para ocultar a verdadeira identidade. A polícia também identificou registros de conexão dele à internet dias após o desaparecimento das jovens.
Famílias buscam respostas
Enquanto buscas continuam em cidades da região noroeste do Paraná, familiares seguem sem respostas.
“Só queremos as meninas, não importa onde estejam, que alguém mande uma mensagem, qualquer coisa”, disse Ana Erli Melegari, mãe de Sttela, em entrevista ao Estadão.
A mãe afirmou ainda que acredita que as jovens possam estar sofrendo. “Meu coração de mãe diz que estão vivas. Mas meu coração fala que estão sofrendo muito”, desabafou.
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