Suspeitas por fraudes em documentos de compra e venda de imóveis em Curitiba, três mulheres foram presas em flagrante pela Polícia Civil. A ação aconteceu no Centro da capital nesta segunda-feira (14), e, segundo a polícia, o gerou um prejuízo de R$ 300 mil para as vítimas identificadas.

 

Reprodução Google Street View

 

De acordo com o delegado Emmanoel David, da Delegacia de Estelionato, a polícia está monitorando as suspeitas há pelo menos um mês. Em entrevista à Banda B, ele revelou que a principal área de atuação das mulheres é no bairro Tatuquara e deu detalhes de como funcionaria o esquema criminoso.

“Elas pegam toda a documentação referente as vítimas e dos imóveis. Em seguida, vão até as imobiliárias depois de fraudá-las. Então, os anúncios destes imóveis começam a ser feitos e as imobiliárias procuram clientes que queiram comprá-los. Por sua vez, elas iam até os tabelionatos com os compradores e os documentos falsificados para conseguir receber algum adiantamento financeiro. Para, logo depois, desaparecem”, pontuou.

O delegado ainda informou que o verdadeiro valor dos imóveis que o trio, supostamente, vendia estavam avaliados entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. “Nesta terça-feira (15), nós conversamos com os donos destas residências que ficaram espantados com toda a situação. Alguns, inclusive, não acreditaram e ainda acharam que era algum tipo de trote da polícia. Porém, quando estas pessoas chegaram aqui na delegacia, eles viram os documentos falsos”, comentou David.

Mais alvos

Por fim, a Polícia Civil ainda vai apurar se mais vítimas também foram alvo da ação de estelionato. O delegado reforçou também que, se você está e/ou conhece alguém que tenha problemas recentes na compra de um imóvel no bairro Tatuquara, que procure a Delegacia de Estelionato o quanto antes. “Porque, elas podem ter realizados contratos particulares que não foram até os tabelionatos. Por isto, se você passar por esta situação, venha até a delegacia que nós vamos tentar ajudar”, concluiu David à Banda B.

O trio já possuía passagens pela Polícia por outros crimes ao patrimônio. Agora, elas permanecem presas a disposição da Justiça.