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Um soldado da Polícia Militar (PM) foi indiciado por lesão corporal grave contra um caminhoneiro durante suposta briga de trânsito em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito deve ser encerrado nesta quinta-feira (17). O conflito aconteceu na Rodovia do Caqui, no dia 8 de janeiro, e envolveu ainda a mulher do soldado, que também é policial militar.

À Banda B, o delegado Luiz Carlos de Oliveira explicou que a confusão começou após a mulher do soldado rodar com seu carro na rodovia. “Ao que parece, a mulher do indiciado teria rodado na pista após se assustar com algo. Mas a questão é que após isso, ela ligou para o marido, que veio a interceptar o caminhão mais para frente. Lá as agressões aconteceram”, explicou.

Os policiais envolvidos alegam que o caminhoneiro estava na contramão e que, com uma ultrapassagem perigosa, quase teria provocado um acidente com o carro da policial.

A vítima, porém, diz acreditar que a policial ficou sem visão na curva e se assustou com a proximidade que os veículos acabaram cruzando um com o outro. “Tinha um caminhão na minha frente e ele deve ter fechado a visão dela, fazendo a gente passar muito perto um do outro. Lá na frente, o marido dela fechou o caminhão da minha frente, que estava com dois rapazes, e já veio na minha direção. Recebi coronhadas e chutes dele e a mulher ainda me aplicou uma gravata e ficou me segurando”, lamentou.

Como a confusão atraiu a curiosidade de muitas pessoas, o caminhoneiro teria se aproveitado para correr e se esconder em uma empresa. Para concluir o inquérito, o delegado Oliveira aguarda apenas as imagens desta empresa.

A Banda B entrou em contato com a Polícia Militar, que informou que o 20º Batalhão instaurou um inquérito para apurar todas as circunstâncias do caso e verificar a responsabilidade do militar estadual. “O policial está à disposição do encarregado do inquérito. A Corporação não compactua com desvios de conduta de seus integrantes e adota os canais legais de saneamento quando há comprovação legal, observados os direitos da ampla defesa e do contraditório para qualquer militar estadual”, informo a PM.