O curitibano Francisley Valdevino da Silva, conhecido como “Sheik dos Bitcoins”, alvo da Operação Poyais deflagrada, na manhã desta quinta-feira (6), pela Polícia Federal, já deu golpe em Sasha Meneghel e foi sócio de Silas Malafaia.
Ao todo, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Curitiba/PR, São José dos Pinhais/PR, Governador Celso Ramos/SC, Barueri/SP, São José do Rio Preto/SP e Angra dos Reis/RJ.
Conforme a Polícia Federal, Francisley comandava a organização criminosa suspeita da prática dos crimes de estelionato e contra o sistema financeiro no Brasil e nos Estados Unidos. A investigação contou com o apoio da Interpol.
Segundo o apurado, o “Sheik dos Bitcoins” alugava criptomoedas com a promessa de lucros mensais que poderiam alcançar até 20% do capital investido. Alegando vasta experiência no mercado de tecnologia e criptoativos, o investigado levava a erro os clientes informando possuir grande equipe de traders que realizariam operações de investimento com as criptomoedas alugadas e, assim, gerariam lucro para suportar o pagamento dos rendimentos.
A organização criminosa teria movimentado, no Brasil, cerca de R$ 4 bilhões pelo sistema bancário oficial.
Entre os clientes, estavam a filha de Xuxa, Sasha Meneghel e o marido João Figueiredo, que fizeram aportes que somam R$ 1,2 milhão.
Segundo o Portal Metrópoles, parceiro da Banda B, o casal busca reparação por danos materiais e morais, em decorrência de suposta fraude aplicada pelo grupo econômico, que teria se utilizado de “sofisticada cadeia de subterfúgios para constituir pirâmide financeira e aplicar golpe nos autores”.
A reportagem procura pela defesa de Francisley. O espaço está aberto para manifestações.
Sócio de Silas Malafaia
Francisley foi sócio do pastor Silas Malafaia. Juntos, os dois montaram a AlvoX, uma companhia que oferece serviços tecnológicos para cristãos que querem abrir o próprio negócio.
Em junho, o pastor afirmou que desfez o negócio assim que soube dos boatos de golpe envolvendo a outra empresa do “Sheik dos Bitcoins”.
“Quando começamos, ele não estava devendo a ninguém. Quando começou o rumor, pulei fora. Não misturo igreja com negócios. Nunca indiquei os bitcoins para ninguém da minha família ou da igreja”, disse em entrevista ao jornal O Globo na época.
