Sem ver o pai há pelo menos seis meses, a jovem Allana Brittes postou fotos, neste sábado (14), para parabenizar o Edison Brittes Junior pelo aniversário de 39 anos. Edison é o único dos sete réus acusados de participação na morte do jogador Daniel Corrêa Freitas que permanece preso.

 

No texto, Allana destaca a relação que tem com o pai. “Feliz aniversário, minha luz! Obrigada pelo pai maravilhoso, carinhoso, amoroso e protetor que você é, por sempre ter feito tudo por mim e pela nossa família. Você é minha base, meu alicerce, minha força. Que Deus esteja com você em todos os momentos. Estamos separados, mas espiritualmente juntos no pensamento e no coração. Te amo infinito”, diz a jovem de 19 anos.

A última vez que Allana e Edison se viram foi durante a audiência de instrução e julgamento do caso, em setembro do ano passado. A jovem, assim como a mãe Cristiana Brittes, é impedida de ver Edison por medida cautelar imposta pela Justiça.

Edison é réu confesso pela morte de Daniel. Ele foi pronunciado a responder no Tribunal do Júri por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, coação no curso do processo e corrupção de menor.

Já Allana responde por fraude processual, coação no curso do processo e corrupção de menor.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná, Daniel participava das comemorações de aniversário de Allana. Após passar a noite em uma casa noturna do bairro Batel, Daniel foi convidado para um ‘after’ na casa da família Brittes, onde o crime aconteceu. A defesa alega que Daniel foi morto após importunar sexualmente Cristiana.

Pronúncia

Com a pronúncia, vão responder por homicídio triplamente qualificado: Edison Brittes Junior, David Willian Vollero Silva, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Ygor King. Os quatro teriam participado das agressões contra o jogador e teriam levado o corpo até a Colônia Mergulhão, na zona rural de São José dos Pinhais.

Cristiana chegou a ser denunciada por homicídio, mas a juíza entendeu que não há indícios para que ela também responda pelo crime no Tribunal do Júri. O MP-PR recorreu desta decisão.