Por Luiz Henrique de Oliveira e Geovane Barreiro

Uma audiência nesta quinta-feira (27), no Tribunal do Juri, irá definir se os acusados da morte do cabo eleitoral do PT, Hiago Augusto Jatobá, irão a juri popular. O crime aconteceu em setembro do ano passado na Praça da Ucrânia, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. O jovem de 21 anos se envolveu em uma confusão causada após um homem ter chutado um cavalete político, durante as eleições do ano passado.

iagodentroefora1Iago morreu após confusão na Praça da Ucrânia (Foto: Reprodução)

Em entrevista à Banda B, Marcilene Jatoba, mãe de Hiago, espera por Justiça. “Faz um ano que eu não durmo uma noite inteira. Eu fui no enterro e os amigos dele choravam de soluçar em cima do caixão. Eu não vou sossegar enquanto não ver os responsáveis pagando. Minha vida se tornou um martírio”, disse, bastante emocionada.

Três suspeitos que costumavam beber e consumir drogas na Praça da Ucrânia foram apontados como os autores do crime, mas não ficaram presos nem um dia. “Eu acho que muita coisa foi abafada e mudada de ângulo por causa da política. Infelizmente eu choro a morte do meu filho e ainda espero por Justiça”, relatou Marcilene.

Hiago era cantor de rapper e sonhava gravar um CD. “Ele era cantor de rap e planejava gravar um CD. Eu estava procurando outro emprego para ajudá-lo. Meu filho queria viver da música, cantava rappers sem palavrões e que as crianças adoravam, pregando também a palavra de Deus. Acabaram com uma vida, com um sonho e acima de tudo com uma pessoa muito boa”, contou.

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