Uma revenda de veículos que opera com oito lojas instaladas em alguns dos principais shoppings de Curitiba está sendo acusada por diversos clientes de não cumprir pagamentos combinados após a venda de carros deixados em consignação. A suspeita é de um possível golpe, já que há casos em que o proprietário recebeu apenas 10% do valor negociado. e, em alguns episódios, sequer recebeu a documentação do veículo adquirido.

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Foto: Reprodução/Ric RECORD.

Segundo relatos, o esquema funciona da seguinte forma: o cliente deixa o carro em consignação, a loja negocia a venda, mas o repasse do valor integral, que deveria ocorrer em até 15 dias, não acontece. Em situações registradas nos últimos meses, há proprietários que aguardam há até três meses pelo pagamento total.

“Eu queria ter esse dinheiro para injetar na minha empresa. Mas, no prazo dos 15 dias que seria pago o valor total do carro, não cumpriram com isso. A partir daí eles alegaram que estavam com problemas financeiros”, contou um dos clientes à Ric RECORD.

Outro proprietário relatou ter vendido um veículo avaliado em R$ 106 mil por R$ 102 mil, mas recebeu apenas R$ 10,2 mil, cerca de 10% do total.

Há também clientes que adquiriram carros e não receberam a documentação necessária para efetuar a transferência, o que impede a regularização do veículo e caracteriza outro possível prejuízo.

Em ao menos alguns casos, vítimas registraram boletins de ocorrência, e a possibilidade de um golpe passou a ser investigada. Um dos consumidores relatou ter sido destratado ao tentar resolver a situação.

“Ele [proprietário] foi bem tranquilo e categórico falando para eu fazer o que eu quiser, buscar a Justiça, fazer barraco e que não adiantaria nada”, afirmou.

Loja nega golpe e fala em “situação financeira delicada”

Procurada pela reportagem da Ric RECORD, a empresa confirmou estar enfrentando dificuldades financeiras, mas negou que se trate de um golpe. A revenda afirmou que está levantando os nomes de todos os clientes com pendências para tentar solucionar caso a caso.

Enquanto isso, consumidores seguem sem previsão de quando, ou se, irão receber o valor total das vendas de seus veículos ou a documentação necessária dos automóveis comprados. Autoridades devem analisar os relatos e avaliar se há indícios de estelionato.

A Banda B não divulgará o nome da empresa por questões jurídicas.