O homem acusado de matar o adolescente Leonardo Pech Rodrigues, de 17 anos, durante um assalto no bairro Cajuru em março de 2025, em Curitiba, foi condenado nesta quarta-feira (5) a 57 anos, 8 meses e 21 dias de prisão. A Justiça também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva. As informações são da Ric RECORD.

O crime aconteceu na noite do dia 13 de março de 2025, na Rua Teófilo Otoni, no momento em que uma mulher, de 37 anos, era vítima de um assalto. Leonardo passava pelo local e percebeu a ação criminosa.
Segundo a Polícia Militar do Paraná (PMPR), o assaltante apontou a arma na direção do adolescente, que tentou correr, mas foi atingido por um tiro na cabeça. Mesmo após o disparo, o criminoso voltou a ameaçar a mulher e roubou o celular da vítima.
Após o crime, o suspeito fugiu em direção ao Terminal Vila Oficinas.
Leonardo foi atendido no local por socorristas do Siate e encaminhado em estado grave ao Hospital Universitário Cajuru. Apesar dos esforços da equipe médica, o adolescente não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu durante a madrugada de sexta-feira (14).
Condenação e frieza destacada pela Justiça
De acordo com a sentença, Silvio Carvalho Maciel foi condenado pelo crime. A Justiça destacou a frieza do réu e a forma como o homicídio foi cometido.
Entre os elementos citados no processo está uma selfie em que o condenado aparece armado. Para a Justiça, a imagem reforça o perfil violento e foi considerada no conjunto de provas.
Ainda conforme apurado, após ser preso, Silvio também teria causado danos na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos, gerando prejuízo aos cofres públicos.
Depoimentos e repercussão
Durante o processo, o pai de Leonardo relatou o impacto da perda do filho e afirmou que o adolescente era seu companheiro no dia a dia. O jovem morreu ao tentar ajudar uma vítima de roubo.
Em depoimento, o réu afirmou que estaria sob efeito de drogas no momento do disparo. A Justiça, no entanto, considerou as provas e manteve a condenação, além de negar o pedido para que ele respondesse em liberdade.