O advogado Jeffrey Chiquini e o jovem Wesley de Souza Silva, 25 anos, envolvido na confusão com o deputado estadual Renato Freitas (PT) na última quarta-feira (19), em Curitiba, concederam entrevista coletiva nesta sexta-feira (21). Eles contestaram a versão apresentada pelo parlamentar e exibiram vídeos do início da briga.

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Foto: Reprodução.

Qual é a principal acusação contra o deputado?

Chiquini:
“Renato Freitas inicia as agressões. Ele chega dando uma voadora no Wesley e desfere vários socos. As imagens mostram isso claramente. Ele afirmou em coletiva que não tocou no Wesley, mas os vídeos provam o contrário.”

Quem é Wesley?

Chiquini:
“Wesley é um jovem de 25 anos, trabalhador, que estava em seu local de serviço. Ele não conhecia o deputado e, segundo a versão dele, apenas alertou que não havia faixa de pedestres no local.”

Como começou o conflito?

Wesley:
“Eu estava manobrando o carro. Ele atravessou fora da faixa e ficou me encarando. Eu apenas falei: ‘Aqui não tem faixa’. Aí ele disse: ‘Você não sabe quem eu sou’ e começou a xingar. Ele é quem começou os xingamentos. Quando estacionei o carro, ele veio correndo com outro rapaz. Ele me acertou uma voadora e dois socos. Depois fui derrubado no chão e continuei sendo agredido.”

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— Foto: Reprodução/Redes sociais

Houve motivação racial, como alegado por Freitas?

Wesley:
“Nunca. Isso é calúnia. Minha família por parte de mãe é negra. Ele está tentando usar isso para se defender.”

Por que seguiu o carro para anotar a placa?

Wesley:
“Era minha única forma de defesa. Fui agredido por duas pessoas desconhecidas enquanto trabalhava. Queria registrar a placa para procurar ajuda.”

Quem eram os jovens que aparecem filmando no vídeo?

Wesley:
“Dois adolescentes que vendem bolo na esquina. Não são meus amigos, só conhecidos de vista. Eles apenas filmaram.”

O que a defesa pretende fazer juridicamente?

Chiquini:
“Já registramos boletim de ocorrência por lesão corporal grave. Wesley levou três pontos no rosto. Vamos representar criminalmente, pedir investigação do Ministério Público e abrir notícia de fato sobre eventual improbidade administrativa, já que o deputado estava com assessor e carro oficial. Também protocolaremos pedido de cassação na Assembleia.”

As imagens exibidas sofreram edição?

Chiquini:
“Não. As imagens originais foram preservadas pela empresa responsável e serão entregues à polícia. Não há cortes ou manipulação.”

Como Wesley se sente após o episódio?

Wesley:
“Até agora estou tentando entender. Nunca imaginei ser agredido no meu trabalho, muito menos por alguém que ocupa um cargo público.”

Veja os vídeos: