O relojoeiro de 73 anos que matou um ladrão em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em agosto de 2025, é acusado de golpe contra um cliente. Segundo o relato da suposta vítima, o caso aconteceu em 2019, quando ele deixou o relógio para conserto.

Após algum tempo sem receber o objeto de volta, o cliente entrou em contato para cobrar uma posição e ouviu do relojoeiro que a peça teria sido roubada. As informações são da Ric RECORD.
“Deixei um relógio para arrumar com ele, passou um tempo, eu liguei pra ele e ele falou que tinha sido roubado. Fui buscar o relógio e não estava”
disse a vítima.
Vítima afirma ter sido tratada como ‘ladrão de loja’
De acordo com o ex-cliente, houve uma discussão por telefone. Ele afirma que apenas pediu o ressarcimento do valor do relógio, estimado em R$ 15 mil na época. No entanto, ao comparecer ao local para encontrar com o comerciante, ele foi agredido.
“Ele marcou comigo um dia, eu cheguei em frente a loja, chegaram dois caras e se apresentaram como policial. Me deu um mata-leão e já me jogaram no chão. Ele ficou do lado. Me colocaram na viatura e eu fui tratado como ladrão de loja”
relembrou o homem.
Ainda segundo a suposta vítima, a atitude do comerciante foi uma traição. O homem alegou ter sido tratado como “ladrão de rua” e afirmou que a vítima morta pelo relojoeiro não tinha faca ou outra arma para atacar o idoso.
“Pra mim, ele é um traíra. Até porque ele teria que acertar comigo e não contratar dois caras para me jogar no chão e eu ser tratado como um ladrão de rua. Fiquei meio indignado por saber que a situação que ele fez com o rapaz, independente se o rapaz roubou ou não. Dá pra ver nas imagens que o rapaz, em momento algum, tinha alguma faca ou alguma coisa”
afirmou.
Relojoeiro acusado de golpe matou ladrão em São José dos Pinhais
O relojoeiro agora responde por homicídio após matar um homem identificado como Tiago Alexandre Woiciechowski, de 34 anos, em agosto de 2025.
Segundo o relato do idoso, tudo começou quando ele saiu para ir ao supermercado e teve a casa invadida. O suspeito teria pulado o muro, quebrado um vidro e entrado no imóvel, levando celulares, roupas e uma quantia em dólares.
No dia seguinte, o suspeito retornou à região e passou a circular próximo ao estabelecimento. Ao avistá-lo, o relojoeiro decidiu abordá-lo portando uma arma de fogo.
Segundo o comerciante, ele informou que chamaria a polícia e determinou que o homem permanecesse no local. Pouco depois, efetuou os disparos que atingiram Tiago Alexandre Woichowiski.
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