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Quase quatro anos depois, o homem suspeito pela morte do português Bruno Guilherme Martins Moreira se apresentou à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) nesta quinta-feira (11). De acordo com a Polícia Civil, Diego Rodrigues dos Santos, de 29 anos, estava abrigando Bruno em sua casa e um desacerto financeiro pode ter motivado o crime brutal. A vítima foi violentamente agredida e morta com um tiro na cabeça. Em seguida, teve o corpo jogado no Rio Passaúna.

De acordo com o delegado Marcos Fernando da Silva Fontes, uma testemunha teria presenciado o crime. A vítima foi encontrada com o pescoço quebrado, mas não se sabe se a agressão foi provocada pelo suspeito ou pelo curso do Rio Passaúna. “A vítima e o criminoso eram amigos. O Bruno, inclusive, estava morando de favor na casa de Diego. A investigação aponta que o Bruno era mantido pela mãe e emprestava dinheiro para o Diego, então não sabemos se algum tipo de abuso pode ter acontecido e o crime veio a acontecer”, explicou.

O crime aconteceu em setembro de 2015. De acordo com testemunhas, o suspeito chegou do trabalho e teria ficado irritado ao ver a vítima sentada em frente ao computador sem fazer nada. Momento em que disparou um tiro em sua cabeça e em seguida passou a agredi-lo com socos e chutes. Na sequência, o homem arrastou a vítima até a cozinha e cortou seu pescoço com uma faca.

Desde então, Diego seguiu trabalhando normalmente até ter o mandado de prisão expedido pela Justiça. Ele se apresentou junto com seu advogado.

A Polícia Civil acredita que o crime foi motivado por ganância, pois o suspeito sabia todos os dados bancários da vítima e tinha conhecimento do dinheiro que ele recebia mensalmente de sua mãe.

Diego nega a autoria do crime, mas acabou foi indiciado por homicídio triplamente qualificado por haver tortura, motivação fútil e nenhum direito de defesa.