Dando continuidade à sexta etapa da Operação Quadro Negro, iniciada nesta semana, o Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre nesta quinta-feira (8), 17 mandados de busca e apreensão em 12 cidades paranaenses. São alvos da ação os proprietários de 14 construtoras.

Sede do Gaeco em Curitiba

Os mandados estão sendo cumpridos nas residências de empresários nas cidades de Cascavel (três locais), Tomazina (dois), Londrina (dois), Umuarama (dois), Maringá, Foz do Iguaçu, Pitanga, Realeza, Itaipulândia, Pato Branco, Ponta Grossa e Paranavaí. A exemplo do ocorreu na quarta-feira (7), o objetivo das buscas é a apreensão de celulares, computadores, documentos ou valores. Três pessoas foram presas em flagrante: duas em Tomazina, por posse ilegal de armas, e uma em Pato Branco, por posse ilegal de munição.

“Alguns empreiteiros entravam nas licitações seriamente, mas eram chamados para acertar a propina depois, sempre com medições na obra com obras feitas de 15%, por exemplo, e recebimento de 30% ou 50%, algo não contratual e nem legal”, disse o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti.

Quadro Negro

Iniciada em agosto de 2015, a Operação Quadro Negro investiga um esquema de corrupção ativa, peculato e desvios de verbas públicas ocorridos no âmbito da Secretaria de Estado da Educação (Seed), especificamente por meio da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), entre os anos de 2012 e 2015. São investigados empresários, ex-servidores e agentes públicos.

No trabalho realizado na quarta-feira (7), foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão nas cidades de Curitiba, Campo Largo, Cascavel e Castro. Houve ainda quatro prisões em flagrante, na capital (duas por posse ilegal de arma de fogo, uma por posse de munição e outra por desacato).