Um dos homens investigados pela morte de Susana Ferreira Correia, de 40 anos, que estava grávida de quatro meses, teve a liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR). A decisão foi tomada após a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apresentar provas de que o suspeito não estava no local do crime no momento do assalto.

Susana foi baleada durante um assalto à residência da família, ocorrido na noite do último domingo (1º), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O marido da vítima havia saído de casa por poucos minutos quando dois homens invadiram o imóvel.
Ao retornar, ele entrou em luta corporal com um dos assaltantes. Durante a confusão, Susana foi atingida por um tiro na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu nesta terça-feira (3), no Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais.
Após o crime, os suspeitos fugiram. A Polícia Militar (PM) localizou o carro usado na fuga, um Volkswagen Fox preto, abandonado no mesmo bairro. A partir dessa informação, dois jovens, de 19 e 22 anos, foram identificados e presos em flagrante.
Investigação aponta que suspeito estava em outro local
Inicialmente, os suspeitos foram autuados por tentativa de latrocínio. No entanto, com o avanço das investigações, a Polícia Civil concluiu que um dos presos não teve participação no crime.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Luís Gustavo Timossi, novas provas técnicas desmontaram a suspeita inicial. Entre os elementos analisados estão dados extraídos de celulares, comprovantes de pagamento via PIX, vídeos e a reavaliação de depoimentos.
A investigação também apontou que o suspeito estava a mais de 11 quilômetros de distância do local do crime no horário do assalto. “A análise objetiva do binômio tempo e espaço revela a incompatibilidade de o investigado estar no local do crime às 20h45 e, apenas três minutos depois, realizar um pagamento em um estabelecimento comercial situado a mais de 11 quilômetros de distância”, esclareceu o delegado.
Defesa apresenta provas
De acordo com a defesa do suspeito, a presença do jovem no local onde a Polícia Militar realizou o flagrante foi “meramente circunstancial”. No dia do crime, após identificar o veículo usado na fuga, a PM foi até um endereço ligado ao automóvel.
No local, estavam o morador da residência e o investigado, que chegava naquele momento. Dentro da casa, os policiais encontraram um revólver, o que motivou a prisão em flagrante dos dois homens.
O advogado Renato Tauille afirmou que abordagem ocorreu apenas porque o endereço estava vinculado ao carro usado pelos criminosos. Ainda nas primeiras horas após a prisão, a defesa apresentou documentos, vídeos e provas técnicas que comprovariam que o rapaz não participou do crime.
A conclusão da Polícia Civil foi acompanhada pelo Ministério Público do Paraná, que também reconheceu a ausência de requisitos legais para a manutenção da prisão preventiva.
“O Poder Judiciário concedeu liberdade provisória após a defesa apresentar documentos, vídeos e provas testemunhais que demonstram de forma cabal que ele não tem qualquer relação com esse crime. A prisão em flagrante foi precipitada e completamente infundada, já que não havia nenhum indicativo concreto de envolvimento dele com os fatos”
complementou Tauille.