A Guarda Municipal (GM) de Curitiba recebeu, nesta segunda-feira (11), o primeiro lote de câmeras destinadas aos uniformes e veículos usados pela corporação. À Banda B, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD), defendeu a implementação dos equipamentos ao afirmar que eles “protegem e salvam vidas”.

De acordo com a administração municipal, o primeiro lote contém 100 câmeras vindas de Israel, no Oriente Médio. No entanto, apenas 50 equipamentos foram entregues nesta segunda-feira (11), durante cerimônia na sede da Prefeitura de Curitiba.

“Cinquenta estão sendo entregues hoje, e o restante será entregue nas próximas semanas. Elas se somarão as 515 câmeras para uniformes [body cams]”, disse Greca.

Cerimônia de entrega do primeiro lote de câmeras para uniformes de agentes da Guarda Municipal – 11/07/2022 – Foto: Antônio Nascimento/Banda B

Além disso, segundo afirmou o prefeito, a Guarda Municipal receberá 160 câmeras destinadas às viaturas, que deverão estar em uso ainda em outubro deste ano.

“Toda vez que houver denúncias contra a guarda, de uso de violência contra a população civil ou de ataque à GM, as ocorrências serão documentadas pelas câmeras corporais. O guarda será protegido de qualquer controvérsia porque terá sua ação, correta ou incorreta, documentada.”

Queda no índice de violência

O uso de câmeras acopladas a uniformes da polícia brasileira tem provocado uma expressiva queda nos índices de violência, segundo apontam levantamentos. Dados apurados pelo UOL, por exemplo, demonstram que o número de mortes cometidas por policiais militares despencou em 19 dos 131 batalhões do Estado de SP.

Foto: Ricardo Marajó/SMCS

De acordo com o levantamento, houve uma queda de 80% na letalidade policial após um ano da instalação do equipamento em uniformes.

Em 2021, o Brasil registrou – pela primeira vez – uma queda na letalidade policial desde 2013, ano em que a série histórica teve início. Segundo o levantamento que integra 16º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 28 de junho deste ano, foram 6.145 pessoas mortas no ano passado por intervenções de policiais civis e militares da ativa. Uma das quedas mais expressivas foi vista em São Paulo.