O policial militar conhecido como “Sancho Loko” afirmou nesta segunda-feira (20), em entrevista ao Balanço Geral, da Ric RECORD, que é alvo de perseguição em meio à investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. Ele nega as irregularidades e diz que não pretende mudar a forma de atuação.

Segundo ele, as denúncias surgiram após ações contra o tráfico de drogas em uma região conhecida por pontos de venda. O policial afirmou que a investigação tem como base relatos de pessoas presas anteriormente.
“É uma investigação do GAECO em cima de denúncias de pessoas que foram presas. Quando a pessoa é presa, ela pode falar o que ela quiser. Primeiro eles ofereceram dinheiro para que a gente parasse de abordar aquele lugar. Com a nossa recusa, mudou a tática. Entenderam que basta ir lá e fazer denúncia que de alguma forma a equipe seria afastada”
disse.
De acordo com o Ministério Público do Paraná (MPPR), o policial é investigado por suspeitas de tortura, ameaças e irregularidades em abordagens realizadas entre outubro de 2025 e março de 2026, principalmente no bairro Boqueirão.
O PM foi preso no dia 7 de março, mas foi solto pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) após pedido de habeas corpus, nesta última sexta-feira (17).
Sancho Loko diz sofrer perseguição e critica denúncias
Ele também alegou que sua equipe causou prejuízos ao tráfico e que isso teria motivado as denúncias.
“Nos últimos meses, foram mais de R$ 400 mil de prejuízo que eles tiveram com as nossas atuações. Alguém ficou incomodado e a resposta foi essa”
afirmou.
Sobre a operação que cumpriu mandados, o policial disse que não há provas contra ele, e que armamento e drogas encontrados em armário da unidade policial não pertencem a ele.
“Não há uma materialidade, uma prova. Se tivesse, não teria sido um mandado de busca a ser executado na minha casa, e sim um mandado de prisão. Saio fardado e volto fardado, não tenho armário ali nesta unidade. Não posso responder por algo que não é meu. Se foi localizado, cabe à Corregedoria apurar. Na nossa casa não foi encontrado nada”
destacou.

“Sancho Loko” ainda classificou a prisão como injusta.
“Minha prisão foi extremamente arbitrária. Pelo código penal, a prisão é o último recurso e simplesmente foi pedido minha prisão preventiva”
afirmou.
O policial também mencionou ameaças que diz sofrer e reforçou que não pretende mudar a postura.
“Não vou mudar, sou o mesmo. Não me vendo, não me corrompo. O sistema não me dobra. Dinheiro nenhum da corrupção vai me comprar. O preço por andar de cabeça erguida é esse? Eu vou pagar, sem problema nenhum. Vou reagir sempre”
finalizou.
A Justiça concedeu habeas corpus e determinou a soltura do policial, que continua respondendo à investigação. Segundo “Sancho Loko”, ele está liberado para voltar às ruas, e aguarda decisão da Corregedoria.
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