Dois jovens, ambos de 19 anos, suspeitos de espancar Guilherme Guimarães Nascimento, de 16 anos, foram presos em Curitiba. O crime aconteceu no dia 18 de agosto, no bairro Boqueirão, na capital, quando a vítima teria sido agredida por um grupo após uma briga. Guilherme chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Além da dupla, um adolescente foi apreendido.

Guilherme foi morto no dia 18 de agosto (foto: PCPR)

 

Guilherme foi criado pelos avós e morava com eles. Os amigos o levaram para casa com ferimentos graves. O avô quase não reconheceu o neto devido as agressões no rosto dele. Segundo o delegado Tito Lívio Barrichello, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), após a morte do adolescente, o avô foi até a delegacia e pediu que a justiça fosse feita.

“Ele nos entregou uma camiseta com o nome da vítima, me abraçou, chorando, e pediu que a gente prometesse que prenderíamos os criminosos. Eu disse que, quando prendêssemos os suspeitos, colocaria essa camiseta. É isso que farei hoje”, disse o delegado.

Na delegacia, os suspeitos negaram a autoria. Um deles, inclusive, disse aos investigadores que não estava no local, no dia do crime. “Chegamos e ter dúvidas, mas uma testemunha afirmou a presença dele lá. Ontem, os investigadores trouxeram mais duas testemunhas, que afirmaram que eles estavam presentes e agrediram Guilherme”, contou Barrichello.

O grupo que espancou a vítima era composto por seis pessoas. Além dos suspeitos presos e do adolescente apreendido, outro adolescente está foragido e duas pessoas, que também participaram do crime, ainda não foram identificadas.

Caso

De acordo com o delegado, Guilherme estava em uma festa particular. Na volta para a casa, em uma conversa com os amigos, foi decidido que retornariam andando. Quando chegaram na Praça Menonitas, foram abordados por um grupo.

“Após a abordagem, Guilherme quis acalmar os ânimos. Disse que não tinha motivos para brigar. Inclusive, foi até o posto da Polícia Militar pedir auxílio, no que a equipe foi até lá”, explicou o delegado.

O grupo seguiu caminhando e, algumas quadras depois, foi novamente abordado pelas mesmas pessoas.

“Armaram uma emboscada para ele. Pararam a vítima e o grupo, algumas quadras depois. Neste momento, Guilherme ficou ao contrário dos amigos, que correram e deixaram ele sozinho. Aproveitando-se da situação, o grupo começou a bater em Guilherme. O agrediram bastante, causaram sérias lesões”, contou Barrichello.

A vítima foi socorrida pelos amigos, que voltaram momentos depois. Ela foi levada até a casa onde morava com os avós e levado ao hospital, morrendo no local.

Motivação

A motivação, segundo Barrichello, foi fútil. “Nada justifica tirar a vida de alguém, ainda mais por uma discussão. Um crime hediondo. Uma briga que acabou gerando a morte de um adolescente de boa índole”, completou o delegado.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná, para identificar e localizar os outros outros participantes do crime.

Um dos suspeitos presos já tinha passagem por tráfico de drogas. Os detidos ficarão presos à disposição da Justiça.