Dois homens foram presos em flagrante, na tarde desta quarta-feira (1), suspeitos por furto qualificado de cabos de telefonia em Curitiba e na Região Metropolitana. A ação foi realizada pela Delegacia de Furtos e Roubos da Polícia Civil do Paraná (PCPR) na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Os homens ainda teriam praticado mais um furto na terça-feira (31), no bairro Pinheirinho.

A PCPR afirmou que os suspeitos causaram um prejuízo superior a R$ 75 mil para a empresa vítima dos furtos e chegavam a praticar oito furtos de cabo de telefonia somente em um dia, em Curitiba. Além disto, os roubos dos cabos deixavam cerca de 200 a 300 casas sem internet disponível.

As investigações iniciaram após diversos registros de boletins de ocorrência na PCPR com descrições parecidas. Os relatos eram de que os homens vestiam uniformes de empresas de telefonia e estariam usando um veículo Fiat Uno para furtar os cabos. Por usarem uniformes de funcionários, eles conseguiam praticar o delito sem serem percebidos.

Os policiais chegaram até os suspeitos por meio de uma denúncia realizada por um funcionário da empresa que foi lesada. O técnico de telefonia foi até a um poste realizar o trabalho e encontrou os suspeitos realizando a ação. Com isto filmou toda a ação criminosa. A PCPR identificou os suspeitos que apareciam nas imagens entregues pela vítima e observou que se tratavam dos mesmos homens que apareciam em outros crimes similares decorrente de investigação já em andamento na delegacia especializada.

Na ação feita na tarde do dia (1), a PCPR localizou com os suspeitos uma escada de fibra, rack de teto do veículo, cinturão, duas serras fitas, o uniforme de uma empresa de telefonia utilizado no crime, alicates, dois capacetes brancos, além do veículo Fiat Pálio, da cor prata, utilizado nos crimes.

O Pálio apreendido possuía documentação irregular e era “piseira”, como são conhecidos popularmente os carros que possuem financiamento não pago, ou possuem mandado de busca e apreensão, entre outras irregularidades.

Além do prejuízo gerado para a empresa, os criminosos também lesaram moradores, escolas e hospitais das regiões onde realizaram a prática delituosa.